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Abrir guarda-chuva dentro de casa dá azar? A origem da superstição
Não, abrir guarda-chuva dentro de casa não dá azar: não existe nenhuma evidência científica de que o gesto cause infortúnio. A superstição tem duas origens prováveis, uma religiosa, ligada ao Egito Antigo, e uma prática, ligada aos guarda-chuvas vitorianos de varetas de aço e mola, que podiam ferir pessoas e quebrar objetos. O risco real hoje é outro: umidade, piso escorregadio e acidentes em espaço apertado.
Pontos-chave
- Uma pesquisa YouGov de janeiro de 2023 mostrou que 26% dos britânicos acreditam que abrir guarda-chuva em casa traz azar, índice que sobe para 56% entre quem se declara supersticioso.
- Nos Estados Unidos, a YouGov encontrou 19% de adultos que acreditam nessa superstição, contra 68% que não acreditam, em levantamento de abril de 2022 com 1.000 pessoas.
- A teoria mais antiga remete ao Egito, onde arte de 1200 a.C. já mostra sacerdotes e realeza sob guarda-chuvas feitos de penas de pavão e papiro, segundo a Reader's Digest.
- A teoria mais aceita aponta para a Inglaterra vitoriana, quando armações de aço com mola, como a Paragon de Samuel Fox, abriam de forma brusca e perigosa em ambientes pequenos.
- Segundo a Fox Umbrellas, Samuel Fox começou a fabricar varetas de aço maciço em 1848; até então, as armações eram de barbatana de baleia.
- O fabricante alemão Schirm Oertel estima ter aberto 3 milhões de guarda-chuvas dentro da própria loja desde 1890, sem registro de azar.
- Existe até uma data para desafiar a crença: o Dia Nacional de Abrir o Guarda-Chuva em Casa, comemorado em 13 de março nos Estados Unidos.
De onde vem a superstição de não abrir guarda-chuva dentro de casa?
A superstição de não abrir guarda-chuva dentro de casa é a crença popular de que estender o guarda-chuva em ambiente fechado atrai má sorte para quem o abre ou para os moradores. Ninguém conseguiu provar uma origem única para essa crença. O que existe são três explicações principais, com graus diferentes de evidência histórica, e todas giram em torno da mesma ideia: o guarda-chuva é um objeto feito para o lado de fora.
Phil Stevens, professor associado emérito de antropologia da University at Buffalo (SUNY) e autor de Rethinking the Anthropology of Magic and Witchcraft, resume o fenômeno em entrevista à Reader's Digest. Segundo Stevens, abrir o guarda-chuva em casa é, "como a maioria das superstições, um exemplo de pensamento mágico". Para o antropólogo, a natureza do azar temido varia de cultura para cultura, e não é possível generalizar.
Qual é a teoria egípcia sobre o guarda-chuva aberto em casa?
A teoria egípcia é a explicação mais antiga para a superstição do guarda-chuva. De acordo com a Reader's Digest, arte recuperada do Egito Antigo mostra sacerdotes e membros da realeza usando guarda-chuvas como sombra desde 1200 a.C. Esses objetos eram feitos de penas de pavão e papiro e serviam para proteger do sol, não da chuva.
Duas versões circulam a partir daí. A primeira diz que abrir o guarda-chuva longe do sol, dentro de casa, ofenderia Rá, o deus solar. A segunda envolve Nut, a deusa do céu: os guarda-chuvas imitariam a forma como ela protegia a Terra, e uma pessoa sem sangue nobre que ficasse sob essa sombra cometeria sacrilégio. A própria Reader's Digest ressalta que essas hipóteses são, em grande parte, sem comprovação.
Qual é a teoria vitoriana, a mais aceita hoje?
A teoria vitoriana é a explicação com mais base material. Segundo a Mental Floss, os guarda-chuvas modernos ganharam popularidade na era vitoriana com a armação Paragon, de varetas de aço, criada por Samuel Fox. O mecanismo de mola fazia o guarda-chuva expandir de forma rápida e perigosa.
O escritor Charles Panati, no livro Panati's Extraordinary Origins of Everyday Things, descreve o problema: um guarda-chuva de varetas rígidas, aberto de repente num cômodo pequeno, podia ferir gravemente um adulto ou uma criança e quebrar objetos frágeis. Na conclusão de Panati, citada pela Mental Floss, "assim, a superstição surgiu como um dissuasor para abrir guarda-chuvas dentro de casa". O aviso de segurança teria virado regra de sorte porque uma ameaça de azar convence mais do que uma recomendação.
O que a antropologia diz sobre o "contágio" da tempestade?
A antropologia oferece uma terceira leitura, baseada na ideia de contágio mágico. Phil Stevens explica que muitas culturas acreditam que objetos carregam uma essência própria, transmitida por contato ou proximidade. O guarda-chuva aberto pertence à tempestade, que é imprevisível e destrutiva; a casa é ordenada e tranquila.
Na interpretação de Stevens, abrir o guarda-chuva dentro de casa "contamina" o lar com a essência da tempestade. O azar resultante vira um rótulo genérico para qualquer coisa que dê errado com a casa ou com os moradores depois do gesto.
Quantas pessoas ainda acreditam que abrir guarda-chuva em casa dá azar?
Entre 16% e 26% dos adultos acreditam que abrir guarda-chuva em casa dá azar, conforme três pesquisas de opinião feitas no Reino Unido e nos Estados Unidos entre 2012 e 2023. O índice mais alto aparece no Reino Unido: a pesquisa YouGov Realtime de janeiro de 2023, que perguntou sobre 28 superstições, encontrou 26% dos britânicos nessa crença.
O mesmo levantamento britânico mostrou que 34% dos entrevistados se consideram muito ou um pouco supersticiosos, com diferença grande entre gêneros: 43% das mulheres e 24% dos homens. Nos Estados Unidos, a YouGov ouviu 1.000 adultos entre 26 e 30 de abril de 2022, com margem de erro de 3,4 pontos percentuais, e 19% disseram acreditar que o guarda-chuva aberto em casa traz azar.
| Pesquisa | País e ano | Superstição | Acreditam |
|---|---|---|---|
| YouGov Realtime | Reino Unido, 2023 | Abrir guarda-chuva em casa | 26% |
| YouGov Realtime | Reino Unido, 2023 | Quebrar espelho | 30% |
| YouGov Realtime | Reino Unido, 2023 | Passar debaixo de escada | 29% |
| YouGov Daily Survey | Estados Unidos, 2022 | Abrir guarda-chuva em casa | 19% |
| YouGov Daily Survey | Estados Unidos, 2022 | Gato preto | 15% |
| CBS News | Estados Unidos, 2012 | Não abrem guarda-chuva em ambiente fechado | 16% |
| CBS News | Estados Unidos, 2012 | Batem na madeira para evitar azar | 51% |
Fonte: YouGov (2023), YouGov (2022) e CBS News (2012).
O guarda-chuva aberto está no patamar de crenças mais famosas: no Reino Unido, fica quatro pontos abaixo do espelho quebrado; nos Estados Unidos, supera o gato preto, que teve 15%.
No Brasil, não localizamos pesquisa com metodologia publicada que meça essa crença. Os dados internacionais funcionam como referência, não como retrato do público brasileiro.
Como o guarda-chuva evoluiu até virar o objeto seguro de hoje?
O guarda-chuva ficou mais leve e mais seguro ao longo de dois séculos, e essa evolução ajuda a explicar por que o medo de abri-lo em casa perdeu sentido prático. O livro Umbrellas and Their History, de William Sangster, publicado na Inglaterra vitoriana e hoje em domínio público, reproduz uma tabela preparada por M. Farge para a Exposição Francesa de 1849. Os números mostram o peso de guarda-chuvas de diferentes épocas.
Sangster descreve os primeiros guarda-chuvas ingleses como feitos de seda oleada, desajeitados e difíceis de abrir quando molhados, com haste e ferragens pesadas. As varetas eram de barbatana de baleia, material que perdia elasticidade com a chuva e rachava se secasse sem cuidado. A troca pela vareta de aço mudou o objeto.
| Ano | Comprimento da vareta | Peso do guarda-chuva | Marco |
|---|---|---|---|
| 1645 | 31,5 polegadas | 3 libras e 8,5 onças | Modelos pesados, pouco comuns |
| 1740 | 29 polegadas | 1 libra e 13 onças | Uso ainda restrito na Inglaterra |
| 1780 | 28,75 polegadas | 1 libra e 8,5 onças | Primeira patente inglesa, de Mark Bull |
| 1840 | 27,5 polegadas | 13,25 onças | Mecanismo de Caney, patente de 1829, já em uso |
| 1849 | 27 polegadas | 8,75 onças | Varetas de aço de Samuel Fox, iniciadas em 1848 |
Fonte: SANGSTER, Umbrellas and Their History (tabela de M. Farge, 1849); Fox Umbrellas Ltd.
Segundo a Fox Umbrellas, Samuel Fox, trefilador de profissão, começou a fabricar varetas de aço maciço em 1848, em Stocksbridge, perto de Sheffield. Não foram as primeiras varetas de aço, mas foram as primeiras satisfatórias. Sangster afirma que a armação Paragon pesava metade de uma armação de barbatana de baleia com a mesma resistência e que mais de 50.000 unidades foram vendidas nos dois anos seguintes à introdução.
Há uma divergência de datas: a Fox Umbrellas situa a adoção da marca Paragon por volta de 1913, enquanto Sangster já descreve a armação Paragon em meados do século XIX. As duas fontes concordam no essencial: foi o aço que popularizou o guarda-chuva, e a mola que o tornou perigoso em ambientes fechados.
Quem popularizou o guarda-chuva contra a chuva?
O inglês Jonas Hanway, filantropo e fundador do Magdalen Hospital, é apontado por Sangster como o primeiro homem a carregar guarda-chuva habitualmente em Londres, enfrentando zombaria pública. Como Hanway morreu em 1786 e teria usado o objeto por 30 anos, Sangster estima o início do hábito em 1750. Antes disso, o guarda-chuva era visto na Inglaterra como acessório feminino.
Por que a superstição sobrevive mesmo sem nenhuma prova?
A superstição do guarda-chuva sobrevive porque atende a uma necessidade psicológica, e não porque funcione. O psicólogo Stuart Vyse, do Connecticut College, autor de Believing in Magic: The Psychology of Superstition, define superstição à CBS News como uma crença ou ação inconsistente com a ciência, voltada a atrair sorte ou evitar azar. Segundo Vyse, mais da metade dos americanos acredita em alguma superstição.
Tom Gilovich, professor de psicologia da Cornell University, explica à CBS News que quebrar uma regra popular dá a sensação de "tentar o destino": a pessoa imagina que um resultado ruim seria pior por ter sido provocado. Perguntado se o resultado de fato tende a ser pior, Gilovich respondeu: "Não! Absolutamente não". Jennifer Whitson, da University of Texas at Austin, acrescenta na mesma reportagem que as superstições ajudam a recuperar a sensação de controle quando a pessoa está ansiosa.
Os mecanismos que mantêm a crença viva, segundo os especialistas ouvidos pela CBS News e pela Reader's Digest, são estes:
- Transmissão familiar: a regra passa de pais e avós para filhos antes que a criança pergunte a origem, e a pergunta muitas vezes nunca é feita.
- Busca de causa e efeito: o cérebro humano registra coincidências e cria relações causais onde não há nenhuma, como descreve Tom Gilovich.
- Alívio da ansiedade: evitar o gesto proibido custa pouco e dá sensação de controle, efeito descrito por Jennifer Whitson.
- Medo de "tentar o destino": a pessoa teme que um azar provocado de propósito doa mais do que um azar comum.
- Pensamento mágico de contágio: a ideia de que o guarda-chuva traz para dentro a "essência da tempestade", na leitura do antropólogo Phil Stevens.
A CBS News relatou um estudo em que pessoas com bolas de golfe descritas como "da sorte" tiveram 35% mais chance de acertar a tacada. O efeito vem da confiança, não da bola: menos ansiedade melhora o desempenho, mas não muda o destino.
Como abrir e secar o guarda-chuva dentro de casa sem riscos?
Abrir o guarda-chuva dentro de casa é seguro quando feito com espaço livre e com o objetivo certo, que quase sempre é secar o tecido. O fabricante britânico Fox Umbrellas recomenda deixar o guarda-chuva aberto para secar sempre que possível, porque água retida sob o tecido fechado provoca ferrugem na armação. O passo a passo abaixo reúne as orientações do guia de cuidados da Fox e da especialista em etiqueta Diane Gottsman.
- Escolha um espaço livre antes de abrir. Diane Gottsman, fundadora da Protocol School of Texas, alerta que o guarda-chuva pode causar dano se aberto perto de outra pessoa ou de um objeto frágil. Varanda, área de serviço ou banheiro amplo são os melhores lugares.
- Abra com a ponta voltada para baixo. O guia da Fox Umbrellas orienta levantar levemente as varetas e deslizar o guarda-chuva para abrir, em vez de acionar o mecanismo de forma brusca. Nos modelos automáticos, aponte a ponteira para o chão e para longe do rosto.
- Deixe o guarda-chuva aberto até secar por completo. A Fox Umbrellas recomenda secar aberto sempre que possível. Guarda-chuva fechado com água na parte interna enferruja com o tempo.
- Proteja o piso enquanto ele seca. Gottsman observa que um guarda-chuva molhado deixa o chão escorregadio e pode causar queda ou dano. Coloque uma toalha ou um tapete absorvente embaixo.
- Mantenha o guarda-chuva longe de fontes de calor. A Fox Umbrellas avisa que calor prolongado pode fazer o cabo curvo perder o formato, como acontece perto de aquecedores ou no banco traseiro de um carro ao sol.
- Feche só quando o tecido estiver seco. Segure o cabo, puxe com cuidado o tecido preso entre as varetas e alise o tecido em movimento circular, sem torcer as varetas. Depois, prenda a fita de fechamento.
- Na casa dos outros, pergunte antes. Gottsman recomenda pedir ao anfitrião um lugar para deixar o guarda-chuva até a saída, em vez de abri-lo no meio da sala para secar.
A regra mudou com o material: o guia doméstico Cassell's, citado por Sangster no século XIX, mandava não secar o guarda-chuva esticado, para não forçar varetas e cobertura. Com armações atuais, a recomendação se inverteu.
Guarda-chuva dá azar em outras culturas?
O guarda-chuva carrega significados diferentes em cada cultura, e em várias delas o objeto é sinal de proteção ou de sorte, não de azar. A leitura ocidental de azar dentro de casa é só uma entre muitas tradições. A tabela compara as principais crenças documentadas nas fontes consultadas.
| Cultura | Crença ou costume | Significado | Fonte |
|---|---|---|---|
| Egito Antigo | Guarda-chuva aberto longe do sol | Ofensa a Rá ou à deusa Nut | Reader's Digest |
| Inglaterra vitoriana | Não abrir guarda-chuva em casa | Aviso de segurança que virou azar | Mental Floss, Panati |
| China | Não dar guarda-chuva de presente | Palavra soa como "separação" | Reader's Digest |
| China, tradição taoista | Conduzir o morto sob guarda-chuva aberto | Proteger a alma dos raios do sol | Schirm Oertel |
| Japão | Guarda-chuva como yorishiro | Objeto que atrai ou hospeda divindades | Correio Braziliense |
| Japão, Fukuoka | Passar sob os kasaboko no Hakata Dontaku | Saúde e fortuna | Correio Braziliense |
Fonte: elaboração própria com base em Reader's Digest (2024), Mental Floss (2023), Schirm Oertel (2025) e Correio Braziliense (2025).
No Japão, segundo o Correio Braziliense, guarda-chuvas e sombrinhas podem funcionar como yorishiro, objetos capazes de atrair ou abrigar divindades, numa visão animista descrita pelo professor emérito Tatsuo Danjyo. No festival Hakata Dontaku, em Fukuoka, nos dias 3 e 4 de maio, quem passa sob os grandes kasaboko recebe saúde e fortuna. É o oposto exato da superstição ocidental.
Na China, a Reader's Digest registra que não se presenteia guarda-chuva porque a palavra soa parecida com o termo para separação. A saída tradicional para um convidado que precisa enfrentar a chuva é acompanhá-lo sob o guarda-chuva até o carro e trazer o objeto de volta.
Quais mitos sobre guarda-chuva não têm base?
Os mitos sobre guarda-chuva misturam superstição com cuidados reais. Cada item abaixo traz o mito e a consequência de acreditar nele.
- "Abrir guarda-chuva em casa causa azar": a Reader's Digest confirma que não há evidência científica; acreditar nisso leva a deixar o guarda-chuva fechado e molhado, o que enferruja a armação, segundo a Fox Umbrellas.
- "É melhor secar o guarda-chuva fechado num canto": a Fox Umbrellas afirma que guardar molhado e enrugado danifica o tecido e oxida o aço; a consequência é perder o guarda-chuva antes do tempo.
- "Guarda-chuva protege em qualquer temporal": a Fox Umbrellas orienta não sair com o guarda-chuva em ventos muito fortes ou tempestades com raios; insistir resulta em armação quebrada e risco pessoal.
- "Dar guarda-chuva de presente dá azar em qualquer lugar": a restrição documentada é cultural, da tradição chinesa; generalizar faz empresas descartarem um brinde útil sem motivo.
- "É preciso um ritual para desfazer o azar": a Reader's Digest lista práticas como repetir o gesto ao contrário ou recitar afirmações positivas, todas baseadas em pensamento mágico; o efeito é só psicológico.
- "Guarda-chuva automático é perigoso dentro de casa": o perigo real é abrir perto de pessoas e objetos frágeis, como alerta Diane Gottsman; com a ponteira para baixo e espaço livre, o risco é mínimo.
Por que a Florença abre guarda-chuvas dentro da fábrica todos os dias?
A Florença abre guarda-chuvas dentro da fábrica todos os dias porque inspeciona e testa cada peça individualmente antes da entrega, segundo a própria empresa. Se a superstição fosse verdadeira, uma fábrica gaúcha com mais de 30 anos no mercado de brindes teria acumulado azar em escala industrial. A Florença declara mais de 5.000 clientes atendidos e 1.000.000 de guarda-chuvas entregues em todo o Brasil.
O teste de abertura é parte do controle de qualidade. Na página que descreve a produção de guarda-chuvas personalizados na Florença, a empresa explica que usa uma máquina de personalização automatizada desenvolvida exclusivamente para ela, o que garante o mesmo padrão de impressão em todas as unidades, e que cada peça passa por conferência antes de seguir para a embalagem.
Um guarda-chuva que abre sem travar, com varetas firmes, é o contrário do objeto vitoriano que deu origem à superstição. O modelo FL016, por exemplo, tem estrutura de madeira, abertura automática e 1,00 m de diâmetro, e é descrito pela Florença como o mais vendido quando a finalidade é brinde. Para entender por que o objeto funciona como presente corporativo, vale ler o artigo sobre guarda-chuva personalizado para brinde e conhecer a trajetória da Florença em guarda-chuvas personalizados. O pedido mínimo é de 30 unidades, segundo a empresa.
Perguntas frequentes sobre abrir guarda-chuva dentro de casa
Abrir guarda-chuva dentro de casa dá azar de verdade?
Não. Abrir guarda-chuva dentro de casa não causa azar, e a Reader's Digest confirma que não há evidência científica para a crença. A superstição nasceu de explicações religiosas do Egito Antigo e de um alerta de segurança da Inglaterra vitoriana, quando guarda-chuvas de aço com mola abriam de forma brusca e perigosa.
Qual é a origem mais provável da superstição do guarda-chuva?
A origem mais aceita é a Inglaterra vitoriana. Segundo Charles Panati, citado pela Mental Floss, guarda-chuvas de varetas rígidas abertos de repente em cômodos pequenos podiam ferir adultos e crianças e quebrar objetos frágeis. O aviso de segurança teria virado superstição para ser levado mais a sério.
O que os egípcios têm a ver com a superstição do guarda-chuva?
Os egípcios usavam guarda-chuvas de penas de pavão e papiro para se proteger do sol, e arte de 1200 a.C. mostra sacerdotes e realeza sob eles. Uma teoria diz que abrir o guarda-chuva longe do sol ofenderia Rá; outra liga o objeto à deusa do céu, Nut.
Quem inventou o guarda-chuva de aço?
Samuel Fox começou a fabricar varetas de aço maciço para guarda-chuva em 1848, em Stocksbridge, perto de Sheffield, na Inglaterra, segundo a Fox Umbrellas. Antes disso, as armações eram feitas de barbatana de baleia. A armação Paragon, associada a Fox, tornou o guarda-chuva mais leve e popular.
Quantos britânicos acreditam que abrir guarda-chuva em casa dá azar?
Segundo pesquisa YouGov de janeiro de 2023, 26% dos britânicos acreditam que abrir guarda-chuva em casa traz azar. Entre os entrevistados que se declaram supersticiosos, o índice sobe para 56%. A mesma pesquisa mostrou que 30% acreditam no azar do espelho quebrado, a superstição de azar mais citada no Reino Unido.
Quantos americanos acreditam nessa superstição?
Segundo pesquisa YouGov feita entre 26 e 30 de abril de 2022 com 1.000 adultos, 19% dos americanos acreditam que abrir guarda-chuva em casa traz azar. Outros 68% não acreditam e 13% não souberam responder. A margem de erro da pesquisa é de 3,4 pontos percentuais.
Existe pesquisa sobre essa superstição no Brasil?
Não encontramos pesquisa brasileira com metodologia publicada que meça a crença no guarda-chuva aberto em casa. Os números confiáveis disponíveis vêm de pesquisas da YouGov e da CBS News feitas no Reino Unido e nos Estados Unidos, entre 2012 e 2023.
Por que as pessoas continuam supersticiosas mesmo sabendo que não faz sentido?
As pessoas mantêm superstições porque elas reduzem a ansiedade e dão sensação de controle, explica Jennifer Whitson, da University of Texas at Austin, à CBS News. Tom Gilovich, da Cornell University, acrescenta que quebrar uma regra popular gera a sensação de tentar o destino, mesmo sem efeito real.
O que é pensamento mágico?
Pensamento mágico é a crença de que um gesto ou objeto pode influenciar acontecimentos sem ligação causal real. O antropólogo Phil Stevens, da University at Buffalo, classifica o medo de abrir guarda-chuva em casa como exemplo de pensamento mágico, assim como a maioria das superstições populares.
É melhor secar o guarda-chuva aberto ou fechado?
É melhor secar o guarda-chuva aberto. O fabricante Fox Umbrellas recomenda deixá-lo aberto para secar sempre que possível, porque fechar o guarda-chuva com água na parte interna provoca ferrugem na armação com o tempo. Feche e prenda a fita apenas quando o tecido estiver completamente seco.
Onde abrir o guarda-chuva para secar dentro de casa?
Abra o guarda-chuva em um espaço livre, como varanda, área de serviço ou banheiro amplo, longe de pessoas e objetos frágeis. A especialista Diane Gottsman lembra que guarda-chuva molhado deixa o piso escorregadio, então coloque uma toalha ou tapete absorvente embaixo enquanto ele seca.
Guarda-chuva automático é perigoso de abrir em casa?
Guarda-chuva automático não é perigoso quando aberto com cuidado. O risco está em acionar o botão com a ponteira voltada para alguém ou perto de objetos frágeis. Aponte a ponteira para o chão, garanta espaço livre ao redor e abra com o braço estendido, longe do rosto.
O que é o Dia Nacional de Abrir o Guarda-Chuva em Casa?
É uma data informal comemorada em 13 de março nos Estados Unidos para desafiar a superstição. Segundo a Reader's Digest, a proposta é abrir um guarda-chuva dentro de casa e anotar se algo ruim acontece nos dias seguintes, uma espécie de experimento caseiro contra a crença.
Lojas de guarda-chuva abrem os produtos dentro da loja?
Sim. A loja alemã Schirm Oertel, com mais de 130 anos, afirma abrir guarda-chuvas diariamente para mostrar cores e estampas aos clientes. Em estimativa que ela mesma chama de nada científica, a loja calcula ter aberto 3 milhões de guarda-chuvas dentro do ponto de venda desde 1890.
Dar guarda-chuva de presente dá azar?
Dar guarda-chuva de presente só é considerado azar na tradição chinesa, segundo a Reader's Digest, porque a palavra soa parecida com o termo para separação. No Brasil e na maior parte do Ocidente, o guarda-chuva é um presente e um brinde corporativo comum, sem conotação negativa.
O guarda-chuva tem significado positivo em alguma cultura?
Sim. No Japão, segundo o Correio Braziliense, guarda-chuvas podem ser yorishiro, objetos que atraem ou abrigam divindades. No festival Hakata Dontaku, em Fukuoka, nos dias 3 e 4 de maio, quem passa sob os grandes guarda-chuvas cerimoniais kasaboko recebe saúde e fortuna, segundo a tradição.
Quem popularizou o guarda-chuva contra a chuva na Europa?
O inglês Jonas Hanway, filantropo que viveu de 1712 a 1786, é apontado como o primeiro homem a usar guarda-chuva habitualmente em Londres. Segundo William Sangster, Hanway enfrentou zombaria pública e teria usado o objeto por 30 anos, a partir de 1750.
Quanto pesava um guarda-chuva antigo?
Segundo tabela de M. Farge reproduzida por William Sangster, um guarda-chuva de 1645 pesava 3 libras e 8,5 onças, com vareta de 31,5 polegadas. Em 1849, o peso tinha caído para 8,75 onças, com vareta de 27 polegadas, graças a materiais mais leves como o aço.
Posso usar guarda-chuva durante tempestade com raios?
Não é recomendado. O guia de cuidados da Fox Umbrellas orienta não sair com o guarda-chuva em ventos muito fortes ou tempestades com raios. Em ventos fortes, a chuva cai inclinada e nenhum guarda-chuva protege de verdade, além do risco de danificar a armação e de se expor ao temporal.
Como saber se um guarda-chuva é de boa qualidade?
Um guarda-chuva de boa qualidade abre e fecha sem travar, tem varetas firmes que não entortam com facilidade e tecido bem esticado. A Florença, fabricante de guarda-chuvas personalizados, declara inspecionar e testar individualmente cada peça antes da entrega, prática que ajuda a garantir esse padrão.
Conclusão
Abrir guarda-chuva dentro de casa não dá azar: a crença nasceu de mitos egípcios sem comprovação e de um alerta de segurança contra as armações vitorianas de aço com mola, e ainda assim convence 26% dos britânicos e 19% dos americanos, segundo a YouGov. O cuidado que vale hoje é prático, como secar o guarda-chuva aberto, longe de pessoas e sobre um piso protegido. Se a sua empresa quer um brinde que as pessoas abrem sem medo, fale com a Florença e peça um orçamento de guarda-chuvas personalizados.
Como citar este artigo
ABNT: FLORENÇA GUARDA-CHUVAS. Abrir guarda-chuva dentro de casa dá azar? A origem da superstição. Blog Florença Guarda-Chuvas, 20 set. 2026. Disponível em: https://florenca.ind.br/abrir-guarda-chuva-dentro-de-casa-da-azar/. Acesso em: 20 set. 2026.
APA: Florença Guarda-Chuvas. (2026, 20 de setembro). Abrir guarda-chuva dentro de casa dá azar? A origem da superstição. Blog Florença Guarda-Chuvas. https://florenca.ind.br/abrir-guarda-chuva-dentro-de-casa-da-azar/
Referências
CORREIO BRAZILIENSE. Mais do que proteção: guarda-chuvas são cercados de misticismo no Japão. Correio Braziliense, out. 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/webstories/flipar/2025/10/7271898-mais-do-que-protecao-guarda-chuvas-sao-cercados-de-misticismo-no-japao.html. Acesso em: 20 set. 2026.
EUROPEAN UMBRELLAS SCHIRM OERTEL. Is it bad luck to open an umbrella indoors? European Umbrellas, 23 abr. 2025. Disponível em: https://www.european-umbrellas.com/blogs/umbrella-stories/umbrella-superstition. Acesso em: 20 set. 2026.
FANNING, Caroline. Why is it bad luck to open an umbrella inside? Reader's Digest, 30 ago. 2024. Disponível em: https://www.rd.com/article/opening-umbrellas-inside-why-is-it-considered-bad-luck/. Acesso em: 20 set. 2026.
FLORENÇA GUARDA-CHUVAS. Produção de guarda-chuvas personalizados. Florença, 2023. Disponível em: https://florenca.ind.br/producao-de-guarda-chuvas-personalizados-para-sua-empresa/. Acesso em: 20 set. 2026.
FLORENÇA GUARDA-CHUVAS. Sobre nós. Florença, 2026. Disponível em: https://florenca.ind.br/sobre-nos/. Acesso em: 20 set. 2026.
FOX UMBRELLAS LTD. Fox Umbrellas Ltd: history of Fox Umbrellas. Fox Umbrellas, [s.d.]. Disponível em: https://www.foxumbrellas.com/pages/fox-umbrellas-ltd. Acesso em: 20 set. 2026.
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RAVEN, Peter. Which superstitions are Britons most likely to believe in? YouGov, 24 jan. 2023. Disponível em: https://yougov.com/en-gb/articles/44997-which-superstitions-are-britons-most-likely-believ. Acesso em: 20 set. 2026.
SANGSTER, William. Umbrellas and their history. Project Gutenberg, 2004. Disponível em: https://www.gutenberg.org/files/6674/6674-h/6674-h.htm. Acesso em: 20 set. 2026.
SPENCER, Susan. Superstitions: why you believe. CBS News, 28 out. 2012. Disponível em: https://www.cbsnews.com/news/superstitions-why-you-believe. Acesso em: 20 set. 2026.
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Peça a uma IA um resumo sobre a Florença
Felipe Schievenin é especialista em guarda-chuva personalizado na Florença, empresa com mais de 30 anos de atuação e mais de 1 milhão de peças entregues a empresas de todo o Brasil. Atua na orientação de marcas na escolha de modelos, técnicas de personalização e prazos para brindes corporativos.