Brindes unissex e sem numeração: por que simplificam a vida do RH

Guarda Chuva Personalizado Azul Claro

Brindes unissex e sem numeração são itens que servem para qualquer pessoa, de qualquer corpo, sem pedir tamanho, como guarda-chuvas, sombrinhas, garrafas e cadernos. Para o RH, eles eliminam a planilha de tamanhos, o estoque de sobras e a fila de trocas que acompanham camisetas e jaquetas, e ainda garantem que o colaborador contratado no meio do ano receba o mesmo kit que a turma de janeiro.

Pontos-chave

  • A ABNT só aprovou a NBR 16933, norma de medidas para roupas femininas, em dezembro de 2021; entre 2012 e 2021 cada varejista usou a própria tabela, segundo reportagem de A Gazeta.
  • Os biótipos retângulo e colher representam 80% da população feminina brasileira, segundo as pesquisas que embasaram a NBR 16933, mas a modelagem do mercado prioriza o corpo ampulheta.
  • Só 29% das mulheres ouvidas pelo TUC, central sindical do Reino Unido, disseram usar EPI projetado para mulheres, e 57% afirmaram que o equipamento atrapalha o trabalho.
  • Mais da metade dos consumidores guardaria um guarda-chuva com marca por pelo menos 5 anos, a maior longevidade entre as categorias do Ad Impressions Study 2026 da ASI.
  • Só 12% dos empregados nos Estados Unidos dizem que a empresa faz um bom onboarding, segundo o Gallup.
  • No Brasil, 49% dos trabalhadores não recebem presente de fim de ano da empresa, segundo pesquisa da Pluxee com 1.241 pessoas.

O que são brindes unissex e sem numeração?

Brinde unissex é o item corporativo que não tem versão masculina e feminina: o mesmo produto, no mesmo modelo, atende qualquer colaborador. Brinde sem numeração é o item que não depende de tamanho, numeração ou grade (P, M, G, GG, 38, 40, 42) para servir. Um guarda-chuva de 1,00 m de diâmetro é ao mesmo tempo unissex e sem numeração: quem recebe abre, usa e pronto.

Os dois conceitos se cruzam, mas não são iguais. Uma camiseta de modelagem reta pode ser vendida como unissex e ainda assim exigir grade de tamanhos. Já uma sombrinha de bolsa, um caderno ou uma garrafa térmica dispensam qualquer medida do corpo. Para o RH, o que mais pesa é a segunda característica: o item sem numeração tira da operação o levantamento de tamanhos, o cálculo de grade e a logística de trocas.

Qual a diferença entre unissex e sem numeração na prática?

A diferença aparece no dia em que o kit chega. Camiseta unissex com grade obriga o RH a perguntar o tamanho de cada pessoa, consolidar a planilha, negociar a proporção de cada tamanho com o fornecedor e torcer para que a modelagem do fabricante coincida com a expectativa de quem veste. Item sem numeração vai do pedido para a mesa do colaborador sem nenhuma dessas etapas.

A camiseta continua sendo o brinde mais desejado. No Ad Impressions Study 2026 da ASI (Advertising Specialty Institute), 55% dos respondentes disseram que ficariam animados ao receber uma camiseta promocional, o primeiro lugar da lista. O mesmo estudo mostra, porém, que na camiseta a utilidade, o prazer de ter e a aparência pesam quase igual: design e conforto contam tanto quanto a necessidade. Em outras palavras, camiseta que não veste bem perde valor, e o caimento depende da numeração.

Por que a grade de tamanhos complica a vida do RH?

A grade de tamanhos complica a vida do RH porque o Brasil passou quase uma década sem referência oficial de medidas para roupas femininas. Segundo reportagem de A Gazeta publicada em janeiro de 2022, a ABNT revogou em 2012 a NBR 13377, de 1995, que tratava de medidas do corpo humano de maneira genérica. Naquele período já existiam a NBR 15800, de 2009, para medidas infantis, e a NBR 16060, de 2012, para medidas masculinas. Para o público feminino não houve consenso até dezembro de 2021, quando foi aprovada a NBR 16933.

Nesse intervalo, cada varejista passou a medir do seu jeito, e a mesma mulher podia vestir tamanhos diferentes em marcas diferentes. Segundo Maria Adelina Pereira, superintendente do Comitê Brasileiro Têxtil e Vestuário da ABNT, a nova norma busca "não codificar as pessoas com 'você é um P, um M, G ou GG'". A NBR 16933 introduz a centimetragem na etiqueta, com medidas reais do corpo em vez de letras.

O segundo problema é a diversidade de corpos. A NBR 16933 foi construída com apoio do Senai CETIQT, que identificou cinco biótipos femininos principais no Brasil. Os tipos retângulo e colher somam 80% da população feminina, segundo as pesquisas que embasaram a norma, enquanto a modelagem do mercado privilegia o biótipo ampulheta. Patrícia Dinis, coordenadora de Serviços de Consultoria de Confecção do Senai CETIQT, explicou que atender toda a população feminina "precisaria ter uma quantidade absurda de peças e modelagens".

O terceiro problema é a inclusão. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp, divulgada pela Agência Brasil em 2021, estimou que 2% da população brasileira é transgênero ou não binária, o equivalente a 3 milhões de pessoas. Uma grade separada em "masculino" e "feminino" obriga cada colaborador a se encaixar numa das duas colunas, e um item sem gênero e sem tamanho evita esse constrangimento.

Dado Número Ano Fonte
Biótipos retângulo e colher na população feminina 80% 2022 A Gazeta, com dados da NBR 16933 e Senai CETIQT
Mulheres com EPI projetado para mulheres 29% 2017 TUC, Reino Unido
Mulheres que dizem que o EPI atrapalha o trabalho 57% 2017 TUC, Reino Unido
População trans ou não binária no Brasil 2% 2021 Unesp, via Agência Brasil
Respondentes animados com camiseta promocional 55% 2026 ASI, Ad Impressions Study
Consumidores que guardariam guarda-chuva por 5 anos ou mais mais da metade 2026 ASI, Ad Impressions Study
Empregados que avaliam bem o onboarding da empresa 12% 2021 Gallup

Fonte: elaboração própria com base em A Gazeta (2022), TUC (2017), Agência Brasil (2021), ASI (2026) e Gallup (2021).

O que a lei diz sobre uniforme, brinde e troca de tamanho?

A lei trata uniforme e brinde de formas diferentes, e essa diferença ajuda o RH a decidir o que precisa de grade. Pelo artigo 456-A da CLT, incluído pela Lei 13.467 de 2017, "cabe ao empregador definir o padrão de vestimenta no meio ambiente laboral", com a possibilidade de incluir logomarcas da empresa ou de parceiras. O uniforme, portanto, é uma decisão da empresa e precisa vestir bem quem trabalha.

O artigo 458, parágrafo 2º, inciso I, da CLT acrescenta que vestuários, equipamentos e acessórios fornecidos ao empregado e usados no local de trabalho, para a prestação do serviço, não são considerados salário. O brinde não tem essa função: é cortesia, reconhecimento ou parte da experiência de integração. Por isso não há obrigação de oferecer o brinde em tamanhos, e faz sentido escolher um item que dispense a numeração.

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) ajuda a entender por que trocar tamanho é sempre um atrito. Segundo o Procon do Rio de Janeiro, em orientação divulgada em dezembro de 2025, nas compras em loja física o CDC não obriga o estabelecimento a trocar produtos por gosto, tamanho, cor ou modelo; a troca é prerrogativa da loja. O artigo 49 do CDC garante desistência em 7 dias apenas para compras fora do estabelecimento, e o artigo 26 dá 30 dias para reclamar de vício aparente em produtos não duráveis e 90 dias em duráveis.

Regra Onde está O que diz Efeito para o RH
Padrão de vestimenta CLT, art. 456-A O empregador define o padrão de vestimenta e pode incluir logomarcas Uniforme exige grade e precisa vestir bem
Vestuário não é salário CLT, art. 458, § 2º, I Vestuário usado no trabalho para prestar o serviço não integra o salário Separa uniforme de brinde no planejamento
Direito de arrependimento CDC, art. 49 Desistência em 7 dias em compras fora do estabelecimento Não cobre brinde recebido do empregador
Prazo para vício aparente CDC, art. 26 30 dias para não duráveis e 90 dias para duráveis Defeito tem regra; tamanho errado não tem
Troca por tamanho em loja física Orientação do Procon-RJ A loja não é obrigada a trocar por tamanho, cor ou modelo A troca de kit com tamanho vira tarefa interna

Fonte: BRASIL, CLT e CDC (Planalto); Procon-RJ, via O Imparcial (2025).

Como funciona hoje a compra de kits com tamanho e onde falha?

A compra de kits com tamanho segue quase sempre o mesmo roteiro: o RH envia um formulário, espera as respostas, consolida a planilha, pede o orçamento por tamanho, aprova a arte e recebe as caixas. O roteiro parece simples até o primeiro colaborador dizer que a peça não serviu. O estudo "Onboarding Empresarial", conduzido pelo professor Paul Ferreira, da FGV EAESP, com o Talenses Group, mostra que o novo colaborador leva de uma semana a um mês para se adaptar às atividades e de um a três meses para se adaptar à cultura. Um kit que chega errado ou atrasado cai justamente nessa janela.

O cenário de onboarding já é frágil. Segundo o Gallup, só 12% dos empregados nos Estados Unidos dizem que a empresa faz um bom onboarding, e um em cada cinco relata que o último onboarding foi ruim ou inexistente. Quando o onboarding é excepcional, 70% dos empregados dizem ter "o melhor emprego possível". Para montar a lista do kit, vale ler o guia da Florença sobre o que incluir no kit de boas-vindas para novos colaboradores.

O custo de errar também é alto do lado da contratação. O SHRM Benchmarking 2025, feito com 2.371 membros da entidade, calculou custo médio de US$ 5.475 por contratação não executiva e de US$ 35.879 por contratação executiva.

Os gargalos mais comuns na compra de kits com tamanho:

  • O formulário de tamanhos nunca volta completo, e o RH precisa cobrar respostas de colaboradores em férias, em campo ou em home office.
  • A tabela de medidas do fornecedor não coincide com a da marca que o colaborador costuma comprar, porque cada fabricante usou a própria referência entre 2012 e 2021.
  • A grade comprada sobra em tamanhos extremos e falta nos tamanhos médios, e as peças personalizadas com a marca não podem ser revendidas.
  • O colaborador contratado depois do pedido fica sem kit ou recebe um tamanho que estava no estoque, não o dele.
  • A modelagem feminina não veste bem os biótipos mais comuns, e a modelagem unissex reta não veste bem boa parte das mulheres.
  • A divisão entre "masculino" e "feminino" no formulário cria desconforto para colaboradores trans e não binários.
  • Cada troca gera frete, retrabalho e um novo contato do RH com o fornecedor, sem prazo garantido pelo CDC.

Como montar um kit de brindes sem numeração passo a passo?

O kit sem numeração funciona melhor quando nasce de um calendário, não de uma urgência. Os passos abaixo valem para kit de boas-vindas, presente de fim de ano, Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) ou reconhecimento por tempo de casa.

  1. Separe uniforme de brinde. Liste o que é vestimenta de trabalho, que segue o artigo 456-A da CLT e exige grade, e o que é presente ou integração. Só o segundo grupo entra no kit sem numeração.
  2. Defina o momento de uso. Escolha a ocasião (onboarding, aniversário de empresa, fim de ano, campanha de saúde) e o público de cada uma. Um kit de boas-vindas precisa de estoque contínuo; um presente de fim de ano é pedido único.
  3. Escolha itens úteis no cotidiano. Priorize objetos que o colaborador usa toda semana, como guarda-chuva, sombrinha de bolsa, garrafa ou caderno. A pesquisa da PPAI com 5.674 usuários mostrou que 75,4% guardam o brinde porque ele é útil.
  4. Considere o clima e o deslocamento. Times que caminham entre prédios, pavilhões ou estacionamentos usam guarda-chuva com frequência. Para quem anda de transporte público, a sombrinha de bolsa cabe na mochila.
  5. Padronize a personalização. Aprove uma única arte, nas cores da marca, para que o kit de março seja igual ao de outubro. Item sem tamanho permite repetir o pedido sem refazer levantamento.
  6. Calcule o estoque pelo ritmo de contratação. Some as admissões previstas no semestre e uma margem para reposição. Como não há grade, qualquer unidade do estoque serve para qualquer pessoa.
  7. Entregue com contexto. Junte ao item um cartão que explique por que ele foi escolhido e como se conecta à cultura da empresa. O estudo da FGV EAESP indica que 33% dos colaboradores sentiram dificuldade de contato com colegas na adaptação, e um kit entregue pelo gestor abre essa conversa.
[caption id="attachment_9518" align="aligncenter" width="1024"]Guarda-chuva personalizado 99116 azul claro com abertura automática, brinde unissex sem numeração para kits de RH Guarda-Chuva Personalizado 99116: individual, com 1,00 m de diâmetro, abertura automática e armação em metal galvanizado que não enferruja.[/caption]

Quais brindes sem numeração funcionam melhor para colaboradores?

Os brindes sem numeração que funcionam melhor são os que unem uso frequente e vida longa. No Ad Impressions Study 2026 da ASI, o guarda-chuva teve a maior longevidade esperada entre todas as categorias estudadas: mais da metade dos consumidores o guardaria por pelo menos 5 anos, e 94% o usariam ao menos uma vez por mês quando o tempo pedisse. A camiseta, para comparação, seria guardada por pelo menos um ano por quatro em cada cinco consumidores.

A comparação abaixo resume as diferenças operacionais entre um kit com grade de tamanhos e um kit sem numeração.

Critério Camiseta ou jaqueta com grade Brinde sem numeração (guarda-chuva, sombrinha)
Levantamento antes do pedido Formulário de tamanho para cada pessoa Nenhum: basta saber a quantidade
Estoque para novos colaboradores Precisa de todos os tamanhos em reserva Qualquer unidade serve para qualquer pessoa
Trocas depois da entrega Frequentes e sem amparo do CDC Só em caso de defeito
Inclusão de corpos e identidades Depende de modelagem e de divisão por gênero Atende todos com o mesmo item
Uso e permanência (ASI 2026) 4 em 5 guardariam por 1 ano ou mais Mais da metade guardaria por 5 anos ou mais
Desejo declarado (ASI 2026) 55% ficariam animados ao receber Utilidade sazonal, uso mensal de 94%

Fonte: elaboração própria com base em ASI (2026), CDC e Procon-RJ (2025).

[caption id="attachment_9828" align="aligncenter" width="1024"]Sombrinha automática personalizada 731L, brinde de bolsa sem tamanho para colaboradores Sombrinha Automática Personalizada 731L: tecido pongee, varetas de fibra de carbono e abertura e fechamento automáticos.[/caption]

Uma forma prática de usar esses dados é combinar os dois mundos. A empresa mantém o uniforme com grade para quem precisa dele e usa itens sem numeração em todas as ações de relacionamento. Programas recorrentes, como o presente de aniversário para colaboradores, se beneficiam especialmente disso, porque o RH compra um lote e distribui ao longo do ano sem consultar tamanho.

Quais erros evitar ao escolher brindes para colaboradores?

Os erros na escolha de brindes para colaboradores costumam nascer da pressa e da cópia do que outra empresa fez. A lista abaixo resume os mais comuns e o que cada um provoca.

  • Comprar camiseta como brinde padrão para todos: gera formulário de tamanho, sobra de peças personalizadas e pedidos de troca que o RH precisa resolver internamente.
  • Usar modelagem "unissex" reta como solução de inclusão: a peça tende a vestir mal boa parte das mulheres, porque os biótipos retângulo e colher, que somam 80% da população feminina, não são o padrão da modelagem.
  • Dividir o formulário em masculino e feminino: cria constrangimento para os 2% de brasileiros que se identificam como trans ou não binários, segundo a Unesp.
  • Escolher brinde barato e frágil: o item quebra cedo e associa a marca a algo descartável, contrariando o que a PPAI identificou como principal razão para guardar um brinde, a utilidade.
  • Pedir só para a turma atual: o colaborador admitido três meses depois fica sem kit ou recebe um item diferente, o que quebra a padronização do onboarding.
  • Ignorar o clima da região: um brinde sazonal entregue fora de época fica na gaveta, enquanto o mesmo item na estação certa vira objeto de uso semanal.
  • Esquecer o equipamento de proteção: confundir brinde com EPI é grave. O relatório do TUC mostrou que 41% das mulheres consideraram inadequadas as calças de proteção recebidas, e EPI sempre exige tamanho correto.

Frances O'Grady, então secretária-geral do TUC, afirmou no lançamento do relatório que não deveria ser difícil garantir uniformes de proteção em tamanhos masculinos e femininos. Uniforme e EPI continuam exigindo grade completa.

Como a Florença ajuda o RH com brindes sem numeração?

A Florença é uma empresa gaúcha especializada em guarda-chuvas e guarda-sóis personalizados, com mais de 30 anos no mercado de brindes. Segundo a Florença, a empresa já atendeu mais de 5.000 clientes e entregou 1.000.000 de guarda-chuvas, com pedido mínimo de 30 unidades, o que permite que times pequenos também montem kits.

O catálogo tem opções para cada ocasião do RH. O Guarda-Chuva Personalizado 99116 é individual, tem 1,00 m de diâmetro, abertura automática, cabo de madeira, tecido nylon 190T e armação em metal galvanizado que não enferruja; o SICOOB o escolheu para ações com associados. A Sombrinha Automática Personalizada 731L tem tecido pongee, cabo emborrachado, varetas de fibra de carbono e abre e fecha automaticamente, e a concessionária VW Pampeiro a entregou a clientes na compra de carro novo.

Para uso dentro da empresa, o Guarda-Chuva Personalizado 06063 tem 104 cm de diâmetro, cabo reto de madeira e varetas de fibra de carbono. Segundo a Florença, a Tramontina deixou o guarda-chuva portaria personalizado à disposição dos colaboradores em dias de chuva, para o deslocamento entre os pavilhões das unidades industriais. Para outras ideias de ações internas, veja o guia de brindes para endomarketing e engajamento de times.

[caption id="attachment_14025" align="aligncenter" width="1000"]Guarda-chuva personalizado 06063 laranja com cabo reto de madeira, usado como guarda-chuva portaria para colaboradores Guarda-Chuva Personalizado 06063: 104 cm de diâmetro, cabo reto de madeira e varetas de fibra de carbono.[/caption]

Perguntas frequentes sobre brindes unissex e sem numeração

O que é um brinde sem numeração?

Brinde sem numeração é o item corporativo que não depende de tamanho, letra ou número de manequim para servir. Guarda-chuva, sombrinha de bolsa, garrafa, caderno e mochila são exemplos. O RH só precisa definir a quantidade, sem formulário de tamanho, sem grade e sem troca por medida.

Brinde unissex e brinde sem numeração são a mesma coisa?

Não. Brinde unissex é o que não tem versão masculina e feminina, mas pode ter tamanhos, como a camiseta de modelagem reta. Brinde sem numeração dispensa qualquer medida do corpo. O guarda-chuva é ao mesmo tempo unissex e sem numeração, por isso simplifica tanto a operação do RH.

A camiseta deixou de ser um bom brinde?

Não. A camiseta é o brinde mais desejado: 55% dos respondentes do Ad Impressions Study 2026 da ASI ficariam animados ao receber uma. O problema é operacional, porque a camiseta exige grade de tamanhos, e a própria ASI mostra que caimento e conforto pesam tanto quanto a utilidade.

Por que é difícil acertar o tamanho de roupas femininas no Brasil?

Porque o país ficou de 2012 a 2021 sem norma de medidas femininas, depois da revogação da NBR 13377. A NBR 16933 só foi aprovada em dezembro de 2021. Nesse período cada marca usou a própria tabela, e a mesma mulher podia vestir tamanhos diferentes em lojas diferentes.

O que muda com a NBR 16933?

A NBR 16933 institui a centimetragem na etiqueta das roupas femininas e indica medidas por biótipo, em especial retângulo e colher, que somam 80% da população feminina. Até 2021, cada varejista usava a própria tabela de medidas, e a mesma mulher podia vestir tamanhos diferentes em marcas diferentes.

O RH é obrigado a oferecer uniforme em vários tamanhos?

A CLT, no artigo 456-A, diz que cabe ao empregador definir o padrão de vestimenta no trabalho. Se a empresa exige uniforme, ele precisa vestir quem trabalha, o que na prática exige grade. Equipamento de proteção individual sempre precisa de tamanho adequado ao usuário.

Brinde corporativo conta como salário?

O artigo 458 da CLT diz que vestuário, equipamentos e acessórios fornecidos e usados no local de trabalho, para a prestação do serviço, não são salário. O brinde é cortesia e não substitui remuneração. Dúvidas tributárias e trabalhistas específicas devem ser levadas ao contador ou ao jurídico da empresa.

O colaborador pode trocar um brinde que não serviu?

Não há direito garantido. Segundo o Procon-RJ, nem em loja física o CDC obriga a troca por tamanho, cor ou modelo. No brinde corporativo, a troca depende do estoque do RH ou de novo pedido ao fornecedor. O item sem numeração elimina esse problema, porque serve para todos.

Quais brindes sem tamanho são mais duráveis?

O guarda-chuva lidera. No Ad Impressions Study 2026 da ASI, ele teve a maior longevidade esperada entre as categorias estudadas: mais da metade dos consumidores o guardaria por pelo menos 5 anos. Na Florença, o modelo 99116 tem armação em metal galvanizado que não enferruja.

Com que frequência um guarda-chuva com marca é usado?

Com frequência alta. Segundo a ASI, 94% dos consumidores usariam um guarda-chuva com marca ao menos uma vez por mês quando o tempo pedisse. O guarda-chuva acompanha o colaborador no trajeto entre casa, transporte e empresa, com a marca visível.

Brinde sem numeração funciona no kit de boas-vindas?

Sim, e é onde mais simplifica. O kit de boas-vindas precisa estar pronto antes do primeiro dia, e o RH nem sempre sabe o tamanho do novo colaborador. Com itens sem numeração, qualquer unidade do estoque serve, e o kit de outubro fica igual ao de março.

Quanto custa errar no onboarding?

O SHRM Benchmarking 2025 calculou custo médio de US$ 5.475 por contratação não executiva e de US$ 35.879 por executiva. O Gallup mostra que só 12% dos empregados nos Estados Unidos avaliam bem o onboarding da empresa. Um kit que chega errado agrava a primeira impressão logo após esse investimento.

Quanto tempo o novo colaborador leva para se adaptar?

Segundo o estudo "Onboarding Empresarial", da FGV EAESP com o Talenses Group, o colaborador leva de uma semana a um mês para se adaptar às atividades e de um a três meses para se adaptar à cultura da empresa. O kit de boas-vindas acompanha esse período e deve chegar completo.

Brinde sem gênero ajuda na inclusão?

Sim. A Unesp estimou que 2% da população brasileira é transgênero ou não binária, o equivalente a 3 milhões de pessoas. Um brinde que não pede escolha entre masculino e feminino evita constrangimento e trata todos os colaboradores da mesma forma, sem exigir que cada pessoa se encaixe numa coluna.

Qual a quantidade mínima para personalizar guarda-chuvas na Florença?

Segundo a Florença, o pedido mínimo é de 30 unidades. A quantidade permite que pequenas e médias empresas montem kits de boas-vindas, presentes de fim de ano ou ações de SIPAT sem comprar um volume maior do que o necessário para o semestre.

Guarda-chuva ou sombrinha: qual escolher para o time?

Depende do deslocamento. O guarda-chuva de 1,00 m de diâmetro, como o modelo 99116 da Florença, protege mais e serve para quem anda a pé ou de carro. A sombrinha de bolsa, como a 731L, cabe na mochila e atende quem usa transporte público. Os dois dispensam tamanho.

Brinde sustentável faz diferença para o colaborador?

Faz diferença na percepção da marca. Segundo a ASI, 81% dos consumidores dos Estados Unidos teriam visão mais favorável do anunciante se o brinde fosse sustentável, e o guarda-chuva está entre as categorias em que esse fator mais pesa. Item durável e sem sobra de estoque também reduz descarte.

O que os trabalhadores brasileiros preferem ganhar da empresa?

Preferem utilidade. Na pesquisa da Pluxee com 1.241 consumidores, 57% escolheriam saldo extra no vale-alimentação ou refeição, e só 15% escolheriam a cesta natalina, que ainda domina entre as empresas que presenteiam (42%). O dado reforça a escolha de brindes de uso cotidiano.

Brinde substitui equipamento de proteção individual?

Não. EPI segue regras próprias e sempre exige tamanho correto. O relatório do TUC mostrou que só 29% das mulheres usavam EPI projetado para mulheres e que 57% diziam que o equipamento atrapalhava o trabalho. Brinde sem numeração simplifica presentes, não proteção.

Como manter o mesmo kit ao longo do ano?

Aprove uma arte única, defina os itens sem numeração e calcule o estoque pelo ritmo de admissões do semestre. Como não há grade, qualquer unidade serve para qualquer colaborador. O RH repete o pedido com a mesma especificação sempre que o estoque baixar.

Conclusão

Brindes unissex e sem numeração simplificam a vida do RH porque eliminam a variável que mais gera retrabalho: o tamanho. Num país que ficou quase uma década sem norma de medidas femininas e em que 80% das mulheres têm biótipos que a modelagem do mercado não prioriza, o item que serve para todos tira formulário, sobra e troca da rotina. Uniforme e EPI continuam com grade; presente, kit de boas-vindas e reconhecimento ganham com guarda-chuvas e sombrinhas personalizados. Para montar o kit do seu time, conheça o Guarda-Chuva Personalizado 99116 e fale com a equipe da Florença.

Como citar este artigo

ABNT: FLORENÇA. Brindes unissex e sem numeração: por que simplificam a vida do RH. Blog Florença, 18 out. 2026. Disponível em: https://florenca.ind.br/brindes-unissex-sem-numeracao-rh/. Acesso em: 18 out. 2026.

APA: Florença. (2026, 18 de outubro). Brindes unissex e sem numeração: por que simplificam a vida do RH. Blog Florença. https://florenca.ind.br/brindes-unissex-sem-numeracao-rh/

Referências

ASI. ASI's 2026 Ad Impressions Study: Preferred Products. ASI Central, 14 jul. 2026. Disponível em: https://members.asicentral.com/news/strategy/july-2026/asi-s-2026-ad-impressions-study-preferred-products/. Acesso em: 18 out. 2026.

BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília: Presidência da República. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 18 out. 2026.

BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Código de Defesa do Consumidor. Brasília: Presidência da República. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm. Acesso em: 18 out. 2026.

FGV EAESP. Estudo mostra que processos confusos são os que mais atrapalham a integração dos profissionais. São Paulo, 23 jun. 2023. Disponível em: https://eaesp.fgv.br/noticias/estudo-mostra-que-processos-confusos-sao-que-mais-atrapalham-integracao-profissionais. Acesso em: 18 out. 2026.

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FLORENÇA. Sombrinha Automática Personalizada 731L. Disponível em: https://florenca.ind.br/produto/sombrinha-personalizada-731l/. Acesso em: 18 out. 2026.

FREITAS, Caroline. Os novos tamanhos de roupas que prometem respeitar o corpo da mulher. A Gazeta, 9 jan. 2022. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/todaselas/os-novos-tamanhos-de-roupas-que-prometem-respeitar-o-corpo-da-mulher-0122. Acesso em: 18 out. 2026.

MACIEL, Camila. Transgêneros e não binários são 2% dos brasileiros, revela estudo. Agência Brasil, 22 nov. 2021. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-11/transgeneros-e-nao-binarios-sao-2-dos-brasileiros-revela-pesquisa. Acesso em: 18 out. 2026.

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ROSENBERGER, Hannah. ASI's 2026 Ad Impressions Study: T-Shirts. Print & Promo Marketing, 8 jun. 2026. Disponível em: https://printandpromomarketing.com/article/asis-2026-ad-impressions-study-t-shirts/. Acesso em: 18 out. 2026.

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TUC. Women put at risk by ill-fitting safety gear, warns TUC. Trades Union Congress, 28 abr. 2017. Disponível em: https://www.tuc.org.uk/workplace-issues/health-and-safety/women-put-risk-ill-fitting-safety-gear-warns-tuc. Acesso em: 18 out. 2026.

WETHERELL, Emily; NELSON, Bailey. 8 Practical Tips for Leaders for a Better Onboarding Process. Gallup, 12 ago. 2021. Disponível em: https://www.gallup.com/workplace/353096/real-value-onboarding.aspx. Acesso em: 18 out. 2026.

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Sobre o autor Felipe Schievenin

Felipe Schievenin é especialista em guarda-chuva personalizado na Florença, empresa com mais de 30 anos de atuação e mais de 1 milhão de peças entregues a empresas de todo o Brasil. Atua na orientação de marcas na escolha de modelos, técnicas de personalização e prazos para brindes corporativos.

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