Guarda-Chuvas para Hotéis: Guia Completo para Escolher o Modelo Ideal

Introdução

Poucos momentos geram tanta frustração para um hóspede quanto precisar sair do hotel em um dia de chuva e não ter uma solução disponível.

Seja para caminhar até um restaurante próximo, visitar um ponto turístico, participar de uma reunião ou simplesmente atravessar o estacionamento, a chuva pode comprometer a experiência de hospedagem.

É justamente nesse contexto que os guarda-chuvas para hotéis deixam de ser um simples acessório e passam a fazer parte do serviço oferecido pelo estabelecimento.

Hotéis de todas as categorias utilizam guarda-chuvas compartilhados para aumentar o conforto dos hóspedes, fortalecer sua imagem e demonstrar atenção aos detalhes.

Mas existe um ponto que muitos compradores descobrem apenas depois da compra: um guarda-chuva residencial dificilmente suporta o uso coletivo de um hotel.

Neste guia, você entenderá como funciona esse tipo de produto, quais características realmente importam, como calcular a quantidade ideal e por que investir em modelos reforçados costuma gerar um custo muito menor ao longo do tempo.


Por que hotéis oferecem guarda-chuvas aos hóspedes?

A hospitalidade é construída por pequenos detalhes.

Quando um hotel disponibiliza guarda-chuvas para empréstimo, ele resolve um problema imediato do hóspede sem que este precise comprar um produto durante a viagem.

Essa simples ação transmite cuidado, organização e preocupação com a experiência do cliente.

Além disso, evita situações como:

  • hóspedes cancelando passeios por causa da chuva;
  • clientes chegando molhados a reuniões importantes;
  • reclamações relacionadas à falta de estrutura;
  • avaliações negativas por ausência de itens considerados básicos em determinadas categorias de hospedagem.

Em regiões com alto índice de chuvas, muitos hóspedes já esperam encontrar esse serviço.


Quais hotéis costumam utilizar guarda-chuvas?

Praticamente qualquer tipo de hospedagem pode se beneficiar.

Entre eles:

  • hotéis executivos;
  • hotéis de luxo;
  • resorts;
  • hotéis de praia;
  • hotéis de serra;
  • pousadas;
  • hotéis boutique;
  • flats;
  • apart-hotéis;
  • condomínios de locação por temporada.

O serviço é especialmente valorizado em destinos turísticos e cidades onde os hóspedes caminham frequentemente pela região.


O guarda-chuva faz parte da experiência do hóspede

Hoje, a experiência vai muito além da acomodação.

Os hóspedes avaliam conforto, atendimento e conveniência.

Um guarda-chuva disponível na recepção comunica que o hotel antecipou uma necessidade antes mesmo que ela surgisse.

É um exemplo clássico de hospitalidade preventiva.

Pequenas comodidades como essa costumam ser lembradas nas avaliações online porque demonstram atenção aos detalhes.


Guarda-chuva para hotel não é um brinde

Um erro bastante comum é adquirir guarda-chuvas promocionais baratos acreditando que exercerão a mesma função.

Na prática, o contexto de uso é completamente diferente.

Um brinde promocional normalmente é utilizado por uma única pessoa.

Já um guarda-chuva de hotel pode ser utilizado por centenas ou até milhares de hóspedes ao longo da sua vida útil.

Isso muda completamente os requisitos de qualidade.


O desafio do uso coletivo

Quando um produto é compartilhado, ele sofre muito mais desgaste.

Durante sua vida útil, um guarda-chuva de hotel pode passar por:

  • centenas de aberturas e fechamentos;
  • impactos causados pelo vento;
  • transporte em carros;
  • contato frequente com pisos;
  • manuseio por diferentes pessoas;
  • uso sem qualquer cuidado especial.

Enquanto um consumidor costuma preservar seu próprio guarda-chuva, hóspedes naturalmente utilizam o produto apenas durante o período de empréstimo.

Por isso, a estrutura precisa suportar um nível de desgaste muito maior.


Por que um guarda-chuva reforçado faz diferença?

Em hotéis, durabilidade significa economia.

Um modelo reforçado normalmente possui:

  • estrutura mais resistente;
  • varetas de maior espessura;
  • componentes metálicos mais robustos;
  • melhor sistema de abertura;
  • tecido de maior qualidade;
  • costuras reforçadas.

Esses elementos reduzem significativamente a necessidade de reposição.

Embora o investimento inicial seja maior, o custo anual costuma ser menor devido à maior vida útil.


O custo invisível dos guarda-chuvas baratos

Ao analisar apenas o preço unitário, um modelo econômico pode parecer vantajoso.

No entanto, existem diversos custos indiretos.

Entre eles:

Reposição frequente

Produtos frágeis quebram com facilidade.

Isso exige compras constantes.


Tempo da equipe

Cada guarda-chuva danificado precisa ser separado, descartado e substituído.

Parece pouco, mas representa trabalho adicional para recepção, governança ou almoxarifado.


Má impressão

Imagine um hóspede recebendo um guarda-chuva:

  • torto;
  • com vareta quebrada;
  • rasgado;
  • difícil de abrir.

Mesmo que o quarto seja excelente, essa experiência interfere na percepção geral do serviço.


Perda de identidade visual

Produtos de baixa qualidade costumam desbotar mais rapidamente.

Isso reduz o impacto visual da marca do hotel.


O que observar ao comprar guarda-chuvas para hotéis?

Estrutura reforçada

Esse talvez seja o fator mais importante.

Procure modelos desenvolvidos para uso intenso.

Estruturas reforçadas suportam milhares de ciclos de abertura e fechamento.


Varetas resistentes

As varetas são responsáveis por sustentar toda a cobertura.

Modelos robustos apresentam melhor desempenho em dias de vento e têm menor risco de deformação.


Cabo confortável

O hóspede utilizará o guarda-chuva caminhando pela cidade.

Cabos ergonômicos oferecem maior conforto.

Além disso, modelos com acabamento sofisticado reforçam a percepção de qualidade.


Sistema de abertura

Modelos com abertura suave facilitam o uso.

Mecanismos robustos também reduzem a necessidade de manutenção.


Cobertura ampla

Um guarda-chuva maior protege melhor.

Isso é especialmente importante para:

  • casais;
  • hóspedes com malas;
  • clientes utilizando mochilas;
  • famílias.

Tecido resistente

Tecidos de maior gramatura apresentam melhor desempenho ao longo do tempo.

Também mantêm aparência superior após anos de uso.


Qual tamanho escolher?

A resposta depende do perfil do hotel.

Guarda-chuva médio

Ideal para:

  • hotéis urbanos;
  • viagens de negócios;
  • deslocamentos rápidos.

Vantagens:

  • mais leve;
  • fácil armazenamento;
  • confortável para caminhar.

Guarda-chuva grande

Mais indicado para:

  • resorts;
  • hotéis de praia;
  • hotéis de serra;
  • hotéis com estacionamento descoberto;
  • hotéis com áreas externas amplas.

Oferece maior proteção e transmite percepção premium.


Personalizar ou não?

A personalização traz diversas vantagens.

Além de facilitar a identificação dos guarda-chuvas pertencentes ao hotel, ela fortalece a marca sempre que o hóspede circula pela cidade.

Um guarda-chuva elegante, com a identidade visual do hotel aplicada de forma discreta, transforma-se em uma extensão da experiência de hospedagem e reforça a lembrança da marca.

Também ajuda a reduzir trocas acidentais com guarda-chuvas particulares dos hóspedes.


Quantos guarda-chuvas um hotel deve ter?

Não existe um número único.

Alguns fatores influenciam:

  • quantidade de apartamentos;
  • taxa média de ocupação;
  • índice de chuvas da região;
  • perfil dos hóspedes;
  • existência de estacionamento coberto;
  • localização turística.

Uma boa prática é manter uma quantidade suficiente para atender aos períodos de maior demanda, evitando que hóspedes fiquem sem atendimento em dias de chuva intensa.

Também é recomendável manter algumas unidades de reserva para substituir itens em manutenção ou limpeza.


Como organizar o empréstimo?

Os métodos mais comuns incluem:

  • controle pela recepção;
  • registro no sistema de hospedagem;
  • anotação do número do quarto;
  • devolução no checkout;
  • suportes específicos próximos à entrada.

Independentemente do método escolhido, um processo simples facilita tanto o trabalho da equipe quanto a experiência do hóspede.


Guarda-chuvas reforçados reduzem o custo total

Uma análise apenas pelo preço de compra pode levar a decisões equivocadas.

Imagine dois cenários:

Cenário A

Guarda-chuva econômico.

Vida útil reduzida.

Reposição constante.

Maior índice de quebra.


Cenário B

Guarda-chuva reforçado.

Maior investimento inicial.

Durabilidade significativamente superior.

Menor necessidade de reposição.

Ao longo de alguns anos, é comum que o segundo cenário apresente um custo total menor, mesmo com um preço unitário mais alto.

Esse conceito é conhecido como custo total de propriedade (TCO), que considera não apenas o valor da compra, mas também os gastos com manutenção, substituições e operação.


O impacto na imagem do hotel

Na hotelaria, a percepção de qualidade é construída em dezenas de pequenos momentos.

Um bom guarda-chuva pode parecer um detalhe.

Mas detalhes são justamente o que diferencia uma hospedagem comum de uma experiência memorável.

Quando o hóspede percebe que o hotel pensou até mesmo nos dias de chuva, ele entende que aquele cuidado provavelmente se repete em outros aspectos da operação.

É esse conjunto de pequenas experiências que aumenta as chances de fidelização e recomendação.


Perguntas Frequentes

Vale a pena investir em guarda-chuvas reforçados para hotéis?

Sim. Como o uso é coletivo e intenso, modelos reforçados costumam apresentar vida útil muito superior e reduzir significativamente os custos de reposição ao longo do tempo.


Guarda-chuvas baratos funcionam para hotéis?

Podem funcionar por um período curto, mas normalmente não foram desenvolvidos para suportar centenas de usuários diferentes e tendem a exigir substituições mais frequentes.


Qual é o melhor tamanho para hotéis?

Depende do perfil da hospedagem. Hotéis urbanos geralmente utilizam modelos médios, enquanto resorts, hotéis de praia e estabelecimentos com grandes áreas externas costumam optar por modelos maiores.


É importante personalizar os guarda-chuvas?

Sim. A personalização ajuda na identificação do patrimônio do hotel, fortalece a marca e transmite uma imagem mais profissional.


Quanto tempo dura um guarda-chuva de hotel?

A vida útil depende da qualidade da estrutura, da intensidade de uso e dos cuidados adotados pelo hotel. Modelos reforçados tendem a permanecer em operação por muito mais tempo do que versões promocionais ou de uso doméstico.


Conclusão

Os guarda-chuvas para hotéis são muito mais do que um item de conveniência. Eles fazem parte da experiência de hospitalidade, ajudam a proteger os hóspedes em momentos inesperados e reforçam a percepção de cuidado com cada detalhe da estadia.

Como esses produtos passam por um uso coletivo intenso, escolher apenas pelo menor preço pode gerar custos elevados com reposições, manutenção e desgaste da imagem do estabelecimento. Estruturas reforçadas, materiais de qualidade e componentes duráveis oferecem maior confiabilidade e reduzem o custo total ao longo dos anos.

Para hotéis que desejam entregar uma experiência consistente, preservar sua reputação e fazer investimentos mais inteligentes, optar por guarda-chuvas robustos é uma decisão baseada não apenas em qualidade, mas também em eficiência operacional e economia de longo prazo.

Pontos-chave

  • Emprestar guarda-chuva ao hóspede é juridicamente um comodato: empréstimo gratuito de coisa não fungível, definido no art. 579 do Código Civil (Lei 10.406/2002).
  • A taxa de ocupação média da hotelaria brasileira foi de 61,78% em 2025 (InFOHB nº 221, FOHB/HotelInvest) — é sobre as unidades habitacionais ocupadas, e não sobre o total de apartamentos, que se dimensiona a frota de guarda-chuvas.
  • O uso real por ano pode ser estimado pela variável “número de dias com precipitação ≥ 1 mm” das Normais Climatológicas do Brasil 1991–2020 do INMET.
  • A garantia legal por vício aparente em produto durável é de 90 dias, conforme o art. 26, II, do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990).
  • Gramatura de tecido é a massa por unidade de área, expressa em g/m² e determinada pelo método da norma ISO 3801.
  • O indicador que revela a saúde da operação é o custo por empréstimo, não o preço unitário de compra.

Mais Perguntas Frequentes sobre Guarda-Chuvas para Hotéis

Quantos guarda-chuvas um hotel de 50 a 500 apartamentos deve manter?

Dimensione a frota sobre as unidades habitacionais ocupadas, não sobre o total de apartamentos. A hotelaria brasileira operou com taxa de ocupação média de 61,78% em 2025, segundo o boletim InFOHB nº 221 (FOHB/HotelInvest), apurado em uma amostra de 543 hotéis e 84.778 unidades habitacionais. A tabela abaixo aplica essa média e acrescenta uma reserva técnica de 10% sobre a frota base.
Apartamentos (UHs) UHs ocupadas a 61,78% Frota base (15% das ocupadas) Reserva (+10%) Total sugerido
50 31 5 1 6
100 62 10 1 11
200 124 19 2 21
300 185 28 3 31
500 309 47 5 52
Os percentuais de 15% e 10% são premissas de trabalho, não médias de mercado: ajuste-os pelo índice de chuvas da cidade e pelo perfil do hóspede.

Guarda-chuva automático ou manual: qual faz mais sentido no uso coletivo de um hotel?

O modelo manual tende a durar mais no uso coletivo, porque tem menos peças móveis sujeitas a falha. Cada acionamento automático depende de mola e trava, componentes que concentram o desgaste justamente onde o hóspede aplica força sem cuidado. Já o automático entrega conveniência real na porta do hotel, com as malas nas mãos. Hotéis urbanos de alto giro costumam priorizar a conveniência; operações com volume elevado de empréstimos ganham mais com o mecanismo manual reforçado.

O guarda-chuva é considerado um amenity de hotel?

Sim. O guarda-chuva é um amenity de empréstimo, categoria diferente dos amenities de consumo. Amenity é todo item ou serviço de cortesia oferecido para elevar o conforto do hóspede: o sabonete é consumido e não retorna, enquanto o guarda-chuva é entregue, usado e devolvido. Segundo José Mário Espíndola, Diretor de Operações da Rede Deville, “o hóspede retorna quando encontra um atendimento personalizado, serviços de qualidade e a segurança de saber que suas expectativas serão atendidas, ou até superadas, em cada estada” (Panrotas, agosto de 2026).

Como calcular o custo por empréstimo de um guarda-chuva de hotel?

Divida o preço unitário pelo número de empréstimos que a peça sustenta até o descarte. Em um exemplo numérico: um guarda-chuva de R$ 40 que suporta 20 empréstimos custa R$ 2,00 por uso; um modelo de R$ 120 que sustenta 300 empréstimos custa R$ 0,40 por uso — 80% menos, apesar de um preço de compra três vezes maior. Some ainda o tempo de recepção gasto em cada substituição e o frete das reposições.

Em quantos dias por ano o hotel vai realmente emprestar guarda-chuvas?

Use o número de dias com precipitação igual ou superior a 1 mm registrado na cidade do hotel. Essa variável é publicada pelo INMET nas Normais Climatológicas do Brasil 1991–2020, em séries mensais e anuais, junto de limiares de 5 mm, 10 mm, 15 mm, 35 mm, 50 mm e 100 mm. A concentração sazonal pesa mais que o total anual: duas cidades com o mesmo número de dias de chuva exigem frotas diferentes se uma delas concentra tudo em três meses.

Quais são os erros mais comuns na compra de guarda-chuvas para hotéis?

O erro dominante é decidir pelo menor preço unitário sem medir quantos empréstimos cada peça sustenta. Os outros quatro se repetem com frequência:
  • comprar um lote único, sem reposição programada, e ficar sem estoque no pico de chuva;
  • ignorar o manual de marca da rede ou bandeira e receber peças fora do padrão visual;
  • não registrar o custo por empréstimo, o que impede comparar fornecedores no ciclo seguinte;
  • tratar a compra como evento isolado, e não como contrato recorrente com um fornecedor.
Segundo Pedro Lopes Cardoso, Executivo de Compras da Astore (Procurement para as Américas), “ao focar em parcerias estratégicas, eficiência operacional, sustentabilidade, uso de tecnologia e desenvolvimento da equipe, a área de compras não só contribuirá para a redução de custos, mas também, impulsionará a qualidade e a inovação, gerando um impacto positivo duradouro em toda a operação do seu hotel” (ABIH-SC, julho de 2024).

Como higienizar e secar os guarda-chuvas entre um empréstimo e outro?

Seque o guarda-chuva aberto, em local ventilado, antes de devolvê-lo ao suporte de empréstimo. A rotina de recepção tem quatro passos:
  • sacudir o excesso de água imediatamente na devolução;
  • abrir e apoiar a peça em área ventilada até a secagem completa;
  • limpar o cabo com pano úmido e detergente neutro, por ser o ponto de maior contato manual;
  • fechar e recolher somente depois de seco.
Guardar fechado e molhado retém odor no tecido e acelera a oxidação das varetas metálicas.

Como reduzir a perda de guarda-chuvas que não voltam no check-out?

Vincule cada empréstimo ao número do apartamento e acompanhe a taxa de devolução mês a mês. A taxa de devolução é calculada como devolvidos ÷ emprestados × 100, e o parâmetro útil é a própria série histórica do hotel, não uma média de mercado. Duas medidas simples reduzem a perda: personalizar a peça, o que evita a troca acidental com o guarda-chuva particular do hóspede, e incluir a devolução no roteiro de check-out da recepção.

É possível controlar o empréstimo de guarda-chuvas pelo sistema de hospedagem (PMS)?

Sim, e sem projeto de TI. Qualquer PMS capaz de lançar itens na conta do apartamento resolve: cadastre um item de controle com valor zero, lance na entrega e dê baixa na devolução, no check-out. O hóspede já está identificado na Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), prevista no art. 26 da Lei nº 11.771/2008 (Lei Geral do Turismo), de modo que nenhum cadastro adicional é necessário.

O que é comodato e por que o empréstimo de guarda-chuva ao hóspede se enquadra nesse conceito?

Comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis. O art. 579 do Código Civil (Lei nº 10.406/2002) define: “O comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis. Perfaz-se com a tradição do objeto.” Quando o hotel entrega o guarda-chuva sem cobrar e espera a devolução, a relação é exatamente essa. O art. 582 do mesmo Código obriga quem recebe a conservar a coisa “como se sua própria fora”.

O hotel pode registrar dados do hóspede para controlar o empréstimo sem violar a LGPD?

Pode, desde que colete apenas o mínimo necessário — em regra, o número do apartamento. O art. 6º, III, da LGPD (Lei nº 13.709/2018) impõe o princípio da necessidade: o tratamento deve se limitar ao mínimo indispensável para a finalidade. Não há motivo para exigir CPF, RG ou cópia de documento em um empréstimo de guarda-chuva, já que o hóspede está identificado na FNRH. Descarte o registro de empréstimo após a devolução.

Qual é o prazo de garantia legal de um guarda-chuva comprado pelo hotel?

São 90 dias para reclamar vício aparente em produto durável, contados da entrega, conforme o art. 26, II, do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990). Em compras entre empresas nas quais o hotel não figura como consumidor final, aplica-se o Código Civil, que prevê 30 dias para reclamar vício redibitório em bem móvel (art. 445). Qualquer garantia oferecida pelo fabricante é contratual e soma-se a esses prazos.

O que é gramatura de tecido e por que ela importa em guarda-chuvas de uso coletivo?

Gramatura é a massa do tecido por unidade de área, expressa em gramas por metro quadrado (g/m²) e determinada pelo método da norma ISO 3801, que define a medição de massa por unidade de comprimento e por unidade de área em tecidos planos. Gramatura maior significa mais fio por área, o que se traduz em resistência ao rasgo e menor desbotamento. Peça ao fornecedor o valor em g/m², não apenas o nome comercial do tecido.

O que pode dar errado ao acumular guarda-chuvas molhados na recepção?

Três problemas aparecem em sequência: piso escorregadio na área de circulação, odor impregnado no tecido e oxidação das varetas metálicas. O piso molhado é o mais sério, porque cria risco de queda para hóspedes e colaboradores, e o hotel responde por defeito relativo à prestação do serviço nos termos do art. 14 do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990). Um suporte com bandeja de dreno, posicionado fora da rota principal de circulação, resolve os três.

E se o hóspede devolver o guarda-chuva quebrado — quem paga o conserto?

O desgaste natural corre por conta do hotel; o dano decorrente de uso fora da destinação do bem pode ser cobrado do hóspede. O art. 582 do Código Civil determina que o comodatário conserve a coisa emprestada “como se sua própria fora, não podendo usá-la senão de acordo com o contrato ou a natureza dela, sob pena de responder por perdas e danos”. Na prática, a maioria dos hotéis absorve a quebra como custo operacional — razão pela qual a robustez da estrutura pesa mais na decisão de compra do que o preço unitário.

Como citar este conteúdo

FLORENÇA GUARDA-CHUVAS. Guarda-Chuvas para Hotéis: Guia Completo para Escolher o Modelo Ideal. Florença Guarda-Chuvas, 2026. Disponível em: https://florenca.ind.br/guarda-chuvas-para-hoteis-guia-completo-para-escolher-o-modelo-ideal/. Acesso em: 30 ago. 2026.

Fontes

  • FOHB / HOTELINVEST. InFOHB nº 221 — Resultados do mês: dezembro 2025 (taxa de ocupação acumulada de 61,78% em 2025; amostra de 543 hotéis e 84.778 UHs). fohb.com.br
  • FOHB / HOTELINVEST. Panorama da Hotelaria Brasileira 2025 — Desempenho e Nova Oferta. fohb.com.br
  • INMET — INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA. Normais Climatológicas do Brasil 1991–2020 (variável “número de dias com precipitação ≥ 1 mm”, mensal e anual). portal.inmet.gov.br
  • BRASIL. Lei nº 10.406/2002 (Código Civil), arts. 445, 579 e 582. planalto.gov.br
  • BRASIL. Lei nº 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), arts. 14 e 26. planalto.gov.br
  • BRASIL. Lei nº 13.709/2018 (LGPD), art. 6º, III. planalto.gov.br
  • BRASIL. Lei nº 11.771/2008 (Lei Geral do Turismo), arts. 25 e 26 (classificação de meios de hospedagem e FNRH/BOH). planalto.gov.br
  • MINISTÉRIO DO TURISMO. Portaria MTur nº 100, de 16 de junho de 2011 (SBClass — sete tipos de meios de hospedagem e respectivas categorias de estrelas). gov.br/turismo
  • ISO. ISO 3801:1977 — Textiles: woven fabrics: determination of mass per unit length and mass per unit area. iso.org
  • ESPÍNDOLA, José Mário (Diretor de Operações, Rede Deville). Declaração publicada em Fidelização na hotelaria: o que faz realmente um hóspede voltar?, Panrotas, agosto de 2026. panrotas.com.br
  • CARDOSO, Pedro Lopes (Executivo de Compras, Astore — Procurement para as Américas). Declaração publicada em Compras na Hotelaria: Estratégia ou Simples Operação?, ABIH-SC / Encatho, julho de 2024. encatho.com.br

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Sobre o autor Felipe Schievenin

Felipe Schievenin é especialista em guarda-chuva personalizado na Florença, empresa com mais de 30 anos de atuação e mais de 1 milhão de peças entregues a empresas de todo o Brasil. Atua na orientação de marcas na escolha de modelos, técnicas de personalização e prazos para brindes corporativos.

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