Tendências de brindes corporativos para 2027: o que sai de cena e o que ganha espaço

Em 2027, saem de cena os brindes baratos, descartáveis e de categoria saturada, e ganham espaço itens duráveis, úteis no dia a dia, com material sustentável e acabamento de padrão varejo. A virada tem três motores: o consumidor quer menos itens e melhores, a Reforma Tributária muda o custo de compra a partir de janeiro e as regras de compliance e de plástico ficam mais rígidas.

Pontos-chave

  • O mercado brasileiro de brindes movimentou R$ 3,1 bilhões em 2024, segundo a pesquisa Setor Brindeiro no Brasil 2024, citada pela ABC da Comunicação em fevereiro de 2026.
  • Nos Estados Unidos, as vendas de produtos promocionais chegaram a US$ 27,1 bilhões em 2025, alta de apenas 1,3%, segundo a PPAI, com crescimento concentrado em itens de maior valor.
  • A pesquisa Product Power 2026, da PPAI, com mais de 5.000 consumidores, aponta baixa durabilidade, design ruim e irrelevância como as três causas que fazem um brinde parecer barato.
  • O estudo de 2026 da ASI mostra que mais da metade dos consumidores guardaria um guarda-chuva de marca por pelo menos cinco anos, a maior longevidade entre as categorias pesquisadas.
  • A partir de 2027, PIS e Cofins são extintos e substituídos pela CBS, segundo o Sebrae, o que exige recalcular preço e crédito tributário dos brindes.
  • A Lei nº 9.249/1995, art. 13, inciso VII, veda a dedução das despesas com brindes no lucro real e na base da CSLL.

O que são brindes corporativos e o que muda na definição para 2027?

Brinde corporativo é o objeto com a marca da empresa distribuído gratuitamente a clientes, colaboradores, parceiros ou público de eventos para promover a organização. A definição parece simples, mas em 2027 ela passa a ter três leituras que o comprador precisa separar: a fiscal, a de compliance e a de marketing.

O que a Receita Federal entende por brinde?

Para a Receita Federal, brinde é a mercadoria que não faz parte da atividade normal da empresa, comprada com a finalidade específica de distribuição gratuita ao consumidor ou usuário final, para promover a organização, com contemplação instantânea. Essa é a leitura da Solução de Consulta Cosit nº 58, de 30 de dezembro de 2013, que também separa brinde de amostra: a amostra é parte do próprio produto, em quantidade suficiente para mostrar sua natureza.

A consequência prática está na Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995. O art. 13 veda, para efeito de lucro real e de CSLL, a dedução "VII - das despesas com brindes". Empresas no lucro real, portanto, não abatem o gasto com brindes do imposto de renda, e isso pesa na conta de quem compra em volume.

Qual a diferença entre brinde, presente e cortesia?

Nas políticas de integridade, brinde é o item institucional, com logomarca, sem valor comercial ou de valor baixo, entregue de forma generalizada. A norma TR 004 do Serpro, em vigor desde 23 de novembro de 2018, define brinde como objeto distribuído de forma generalizada a título de cortesia, propaganda ou divulgação habitual, com os registros da instituição. Presente, por outro lado, é o item dirigido a uma pessoa específica, que pode influenciar uma decisão.

Muitas empresas fixam teto de valor e de frequência. A política de brindes e presentes da Fundação Dorina Nowill, publicada em dezembro de 2025, limita brindes a R$ 200,00 e a no máximo quatro concessões ou recebimentos por ano do mesmo parceiro. Quem distribui brindes para clientes com política parecida precisa escolher itens que caibam nesse limite sem parecer baratos.

Por que a leitura de marketing mudou?

A leitura de marketing é a que mais mudou. Segundo a PPAI (Promotional Products Association International), 90% dos consumidores dizem que receber um produto promocional melhora a percepção da marca, e 72% associam o item a emoções positivas como orgulho, pertencimento ou gratidão. O brinde deixou de ser lembrancinha e passou a ser um ponto de contato de longa duração com a marca.

Por que as tendências de brindes para 2027 importam para o orçamento de marketing?

As tendências importam porque o setor cresce em valor, não em volume, e o comprador que insiste no item mais barato gasta dinheiro em algo que vai para o lixo. No Brasil, o setor movimentou R$ 3,1 bilhões em 2024, segundo a pesquisa Setor Brindeiro no Brasil 2024, e a personalização e a agilidade de entrega passaram a decidir a escolha de fornecedor, de acordo com a reportagem da ABC da Comunicação de 16 de fevereiro de 2026.

Os dados dos Estados Unidos, o maior mercado medido do mundo, mostram o mesmo movimento. O Sales Volume Estimate 2025 da PPAI registrou US$ 27,1 bilhões em vendas, com alta de 1,3%, abaixo da inflação americana do ano. Ao mesmo tempo, os produtos de marcas de varejo chegaram a US$ 6 bilhões e cresceram 15,9% entre os grandes distribuidores. O dinheiro está migrando da quantidade para a qualidade.

Indicador Valor Ano Fonte
Mercado brasileiro de brindes R$ 3,1 bilhões 2024 Setor Brindeiro no Brasil 2024, via ABC da Comunicação
Vendas de produtos promocionais nos EUA US$ 27,1 bilhões (alta de 1,3%) 2025 PPAI Sales Volume Estimate
Produtos de marcas de varejo nos EUA US$ 6 bilhões 2025 PPAI Sales Volume Estimate
Produtos sustentáveis nos EUA US$ 3,8 bilhões (14% do total) 2025 PPAI Sales Volume Estimate
Vendas online de brindes nos EUA US$ 7,1 bilhões (26,3% do total) 2025 PPAI Sales Volume Estimate
Consumidores que guardam o brinde por 6 meses ou mais 65% 2026 PPAI Product Power 2026

Fonte: elaboração própria com base em ABC da Comunicação (2026) e PPAI (2025 e 2026).

Segundo Alok Bhat, economista de mercado e líder de pesquisa da PPAI, "Consumers don't want more products, they want better ones" (os consumidores não querem mais produtos, querem produtos melhores). Na mesma pesquisa, Bhat afirma que as marcas premiadas pelo consumidor são as que oferecem itens pensados e funcionais, em vez de distribuição em massa.

Para o orçamento de 2027, a lição é direta: um brinde é avaliado pelo custo por uso, não pelo preço unitário. O estudo de impressões da ASI (Advertising Specialty Institute) mostra que canetas promocionais ficam com o consumidor por 9 meses em média, bonés por 10 meses, bolsas por 11 meses e camisetas por 14 meses. Itens que duram anos diluem o investimento por muito mais contatos com a marca.

Que regras fiscais, ambientais e de compliance afetam os brindes em 2027?

Três conjuntos de regras mudam a conta do brinde em 2027: a Reforma Tributária sobre o consumo, as leis contra plástico de uso único e as políticas de integridade das empresas que recebem os itens. Nenhuma delas proíbe o brinde, mas todas punem a compra feita sem planejamento.

A Reforma Tributária, aprovada pela Emenda Constitucional 132/2023, tem em 2027 o seu primeiro ano de cobrança efetiva. Segundo o FAQ da Reforma Tributária do Sebrae, publicado em janeiro de 2026, PIS e Cofins são extintos e substituídos pela CBS a partir de 2027, depois de um ano de teste em 2026 com alíquotas de 0,9% (CBS) e 0,1% (IBS). O ICMS e o ISS só desaparecem por completo em 2033. O Sebrae recomenda revisar precificação e contratos de longo prazo, o que inclui acordos anuais com fornecedores de brindes.

No campo ambiental, a Lei Municipal nº 17.261/2020, de São Paulo, proíbe o fornecimento de copos, talheres, pratos, mexedores de bebida e varas para balões de plástico de uso único em hotéis, bares, restaurantes e eventos. A lei está em vigor desde 2021, mas ainda não foi regulamentada, e em 11 de agosto de 2026 Oceana, Idec e Instituto de Direito Coletivo entraram com mandado de injunção no TJSP para exigir o decreto.

Regra O que exige ou define Desde Impacto no brinde
Lei nº 9.249/1995, art. 13, VII Veda a dedução de despesas com brindes no lucro real e na CSLL 1995 Brinde é custo sem abatimento no IR para empresas do lucro real
Solução de Consulta Cosit nº 58/2013 Define brinde e o diferencia de amostra 2013 Classificação correta evita autuação
EC 132/2023 e cronograma do Sebrae PIS e Cofins extintos e substituídos pela CBS 2027 Recalcular preço, nota fiscal e créditos na compra
Lei Municipal nº 17.261/2020 (São Paulo) Proíbe fornecer utensílios plásticos de uso único em estabelecimentos e eventos 2021 Kits de evento com copos e talheres descartáveis saem de cena
Políticas de integridade (exemplo: Fundação Dorina Nowill) Brinde institucional até R$ 200,00 e até 4 por ano do mesmo parceiro 2025 Item de valor alto pode ser recusado pelo cliente

Fonte: elaboração própria com base na Lei nº 9.249/1995, Receita Federal (2013), Sebrae (2026), Idec (2026) e Fundação Dorina Nowill (2025).

A regra de compliance é a que o comprador mais esquece. O brinde que ultrapassa o limite da política do cliente vira presente, precisa ser declarado e pode ser devolvido, o que anula o efeito da ação e ainda cria constrangimento.

Quais brindes corporativos saem de cena em 2027?

Saem de cena os itens que o consumidor associa a descarte, a excesso ou a desleixo da marca. A pesquisa Product Power 2026 da PPAI lista o que faz um brinde parecer barato: baixa durabilidade (62,0%), design ruim (54,7%), irrelevância (42,5%), item não sustentável (27,9%), categoria saturada (25,3%) e marca mal aplicada (24,8%). Cada uma dessas causas corresponde a um tipo de brinde que perde espaço.

  • Utensílios plásticos de uso único em kits de evento, como copos, talheres e mexedores, perdem espaço porque a Lei Municipal nº 17.261/2020 proíbe seu fornecimento em estabelecimentos e eventos na capital paulista.
  • Itens de baixa durabilidade, que quebram ou desbotam nas primeiras semanas, saem de cena porque 62,0% dos consumidores apontam a fragilidade como o principal sinal de brinde barato, segundo a PPAI.
  • Brindes de categoria saturada, entregues sem nenhum diferencial de design ou material, perdem valor porque 25,3% dos consumidores citam a categoria repetida como motivo para esquecer o item.
  • Brindes irrelevantes para o público, escolhidos só pelo preço, deixam de funcionar porque 42,5% dos consumidores dizem que a irrelevância faz o item parecer descartável.
  • Itens abaixo de US$ 5 posicionados como presente especial perdem credibilidade, porque só 2,7% dos consumidores consideram premium um produto nessa faixa, segundo o infográfico Product Power 2026.
  • Brindes com a marca aplicada de forma grosseira ou exagerada saem de cena porque 24,8% dos consumidores apontam a marca mal aplicada como sinal de baixo valor.

Nada disso significa que canetas, chaveiros ou copos desapareçam do mercado. O que sai de cena é a compra em massa do item mais barato, sem critério de uso, material ou público. A mesma caneta, bem-feita e dirigida ao público certo, continua gerando contato com a marca: o estudo da ASI registra 3.000 impressões ao longo da vida útil de uma caneta promocional.

Quais brindes corporativos ganham espaço em 2027?

Ganham espaço os brindes que o consumidor usa com frequência, guarda por anos e associa a qualidade. A pesquisa Product Power 2026 da PPAI mostra o que sinaliza qualidade: durabilidade (70,4%), design (65,2%) e material (58,2%) lideram, à frente de funcionalidade (44,0%), embalagem (32,1%) e atributos ecológicos (25,0%).

Quais brindes duráveis e de uso diário crescem?

Garrafas e copos reutilizáveis seguem fortes: 73% dos consumidores americanos usam garrafas ou copos de marca todos os dias, segundo a PPAI. Guarda-chuvas personalizados têm a maior longevidade esperada entre todas as categorias do Ad Impressions Study 2026 da ASI, com mais da metade dos consumidores dizendo que guardaria o item por pelo menos cinco anos e 94% dizendo que o usaria ao menos uma vez por mês quando o tempo pedisse.

Por que padrão de varejo e sustentabilidade pesam mais?

Produtos com padrão de loja crescem mais rápido que o mercado: as vendas de marcas de varejo cresceram 15,9% entre grandes distribuidores americanos em 2025, segundo a PPAI. A sustentabilidade virou exigência básica, não diferencial: 68% dos consumidores preferem materiais reciclados ou reutilizáveis, e 81% teriam visão mais favorável de um anunciante que entrega um guarda-chuva sustentável, segundo a ASI.

Segundo Paulo Akashi, diretor de vendas da Brother Brasil, "A personalização não é apenas estética, mas estratégica." Na reportagem da ABC da Comunicação, Akashi destaca o bordado e a produção com baixo desperdício de insumos como respostas à demanda por valor percebido.

Brindes de tecnologia ainda fazem sentido?

Acessórios de tecnologia sobem de patamar: 38% dos consumidores dizem que itens tech fazem a marca parecer moderna e relevante, segundo a PPAI.

Como planejar a compra de brindes corporativos para 2027 passo a passo?

Planejar a compra de brindes corporativos para 2027 começa pelo objetivo e termina na medição, com a questão fiscal resolvida antes do pedido.

  1. Defina o objetivo e o público de cada ação. Brinde de relacionamento com cliente, kit de integração de colaborador e item de feira têm públicos, prazos e orçamentos diferentes. Um item só é relevante quando responde a uma necessidade real de quem recebe.
  2. Confira a política de brindes dos clientes que vão receber o item. Pergunte ao comprador ou ao compliance do cliente qual é o teto de valor e de frequência. A Fundação Dorina Nowill, por exemplo, limita brindes a R$ 200,00 e a quatro por ano do mesmo parceiro.
  3. Escolha o item pelo custo por uso, não pelo preço unitário. Compare quanto tempo o item fica com o usuário: um item guardado por cinco anos gera muito mais contatos com a marca que outro descartado em semanas. Os estudos da ASI dão a referência por categoria.
  4. Exija material durável e, quando possível, sustentável. Peça ao fornecedor a especificação do tecido, da estrutura e da impressão, e o que é reciclado ou reutilizável. Segundo a PPAI, o consumidor quer saber o que é reciclado e onde foi feito.
  5. Revise a questão fiscal com o contador antes de fechar. Confirme a classificação do item como brinde, a indedutibilidade prevista no art. 13, VII, da Lei nº 9.249/1995 e o efeito da troca de PIS e Cofins pela CBS em 2027 sobre preço e crédito.
  6. Feche prazo e calendário com antecedência. Datas como fim de ano, Dia da Mulher e Black Friday concentram demanda, e a agilidade de entrega passou a decidir a escolha do fornecedor, segundo a ABC da Comunicação.
  7. Meça o retorno da ação. Registre quantos itens foram entregues, a quem, e acompanhe menções, retorno de clientes e reposição. A medição orienta o orçamento de 2028.

Como comparar opções de brinde corporativo antes de fechar o pedido?

A comparação justa coloca lado a lado tempo de uso, percepção de qualidade, risco regulatório e encaixe em políticas de compliance. A tabela abaixo cruza categorias comuns com os dados dos estudos citados.

Categoria Tempo médio com o usuário Ponto forte Ponto de atenção em 2027
Caneta promocional 9 meses (ASI) Baixo custo e 3.000 impressões na vida útil Categoria saturada se não houver diferencial
Boné 10 meses (ASI) Área visível de marca Design ruim reduz uso
Bolsa ou ecobag 11 meses (ASI) Reutilizável e visível na rua Material frágil vira descarte
Camiseta 14 meses (ASI) Identidade e pertencimento Tamanho e caimento decidem o uso
Guarda-chuva personalizado Mais da metade guardaria por 5 anos ou mais (ASI 2026) Maior longevidade esperada entre as categorias Estrutura e tecido precisam ser de qualidade

Fonte: elaboração própria com base em ASI (2019 e 2026) e PPAI (2025).

A leitura da tabela é que durabilidade e utilidade explicam a longevidade. Um item que resolve um problema concreto, como a chuva ou a hidratação, continua em uso muito depois da ação que o distribuiu.

Quais erros evitar ao escolher brindes corporativos para 2027?

Os erros mais caros em 2027 são os que ignoram a mudança de comportamento do consumidor e das regras.

  • Escolher só pelo menor preço unitário leva a itens frágeis, e a baixa durabilidade é o primeiro sinal de brinde barato para 62,0% dos consumidores, segundo a PPAI.
  • Ignorar a política de brindes do cliente faz o item ser recusado ou devolvido, como prevê a política da Fundação Dorina Nowill para itens com possibilidade de influência.
  • Tratar brinde como despesa dedutível no lucro real gera autuação, porque o art. 13, VII, da Lei nº 9.249/1995 veda essa dedução.
  • Manter contratos de fornecimento sem revisar o efeito da CBS a partir de 2027 distorce preço e crédito, alerta que o Sebrae faz para contratos de longo prazo.
  • Montar kits de evento com utensílios plásticos de uso único expõe a marca à Lei Municipal nº 17.261/2020 em São Paulo e ao desgaste com um público que valoriza sustentabilidade.
  • Deixar a compra para a última hora concentra pedidos nas datas de pico e compromete prazo e acabamento.

Como a Florença ajuda empresas a escolher brindes duráveis para 2027?

A Florença é uma indústria gaúcha de Guaporé (RS) especializada em guarda-chuvas personalizados, sombrinhas promocionais e guarda-sóis corporativos, com mais de 30 anos de atuação. Segundo a página institucional da Florença, a empresa já atendeu mais de 5.000 clientes e entregou 1.000.000 de guarda-chuvas em todo o Brasil.

O guarda-chuva é o exemplo mais claro da tendência de 2027: útil, durável e com grande área de marca. No artigo sobre o que profissionais de marketing precisam saber antes de escolher o próximo brinde, a Florença estimou, em abril de 2025, o investimento em um guarda-chuva personalizado de qualidade na faixa de R$ 50,00 por unidade.

Entre os cases publicados pela empresa, a Colcci escolheu o modelo FL016, com estrutura em madeira, abertura automática e 1,00 m de diâmetro, para uma campanha de Black Friday em suas lojas. Para regiões de sol forte, o guia de guarda-chuva personalizado para brinde recomenda modelos com tecido de maior gramatura, cor clara e tratamento UV. Conheça também os modelos de guarda-chuva personalizado para empresas.

Perguntas frequentes sobre tendências de brindes corporativos para 2027

Qual é a principal tendência de brindes corporativos para 2027?

A principal tendência de brindes corporativos para 2027 é trocar quantidade por qualidade. Segundo a pesquisa Product Power 2026 da PPAI, o consumidor quer menos itens e melhores, e julga o brinde por durabilidade, design e material, os três sinais de qualidade mais citados.

Brinde corporativo é dedutível do imposto de renda?

Não, para empresas no lucro real. O art. 13, inciso VII, da Lei nº 9.249/1995 veda a dedução das despesas com brindes na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. A Solução de Consulta Cosit nº 58/2013 confirma esse entendimento da Receita Federal.

O que a Receita Federal considera brinde?

A Receita Federal considera brinde a mercadoria que não faz parte da atividade normal da empresa, comprada para distribuição gratuita ao consumidor ou usuário final, com o objetivo de promover a empresa. A definição está na Solução de Consulta Cosit nº 58, de 30 de dezembro de 2013.

O que muda na tributação dos brindes com a Reforma Tributária em 2027?

Em 2027, PIS e Cofins são extintos e substituídos pela CBS, segundo o Sebrae. A compra de brindes passa a ter novo destaque de tributos na nota e novas regras de crédito, por isso o Sebrae recomenda recalcular preços e revisar contratos de longo prazo com fornecedores.

Quanto movimenta o mercado de brindes no Brasil?

O mercado brasileiro de brindes movimentou R$ 3,1 bilhões em 2024, segundo a pesquisa Setor Brindeiro no Brasil 2024, citada pela ABC da Comunicação em fevereiro de 2026. A mesma reportagem aponta personalização e agilidade na entrega como fatores decisivos na escolha do fornecedor.

Qual é o tamanho do mercado de brindes nos Estados Unidos?

As vendas de produtos promocionais nos Estados Unidos chegaram a US$ 27,1 bilhões em 2025, segundo o Sales Volume Estimate da PPAI. O crescimento foi de 1,3%, abaixo da inflação americana, com margens pressionadas por tarifas, frete e cortes de orçamento dos clientes.

Brindes sustentáveis ainda são tendência em 2027?

Sim, mas como exigência básica, não como diferencial. Os produtos sustentáveis somaram US$ 3,8 bilhões em 2025, ou 14% das vendas nos Estados Unidos, segundo a PPAI. Na pesquisa Product Power 2026, 68% dos consumidores preferem materiais reciclados ou reutilizáveis.

Quais brindes as pessoas guardam por mais tempo?

Os guarda-chuvas personalizados têm a maior longevidade esperada entre as categorias do estudo de 2026 da ASI: mais da metade dos consumidores diz que guardaria o item por pelo menos cinco anos. Camisetas ficam 14 meses e bolsas 11 meses, segundo o estudo de 2019.

Guarda-chuva personalizado é um bom brinde corporativo?

Sim. O guarda-chuva personalizado une utilidade, durabilidade e grande área de marca. Segundo a ASI, 94% dos consumidores usariam um guarda-chuva de marca ao menos uma vez por mês quando o tempo pedisse, e 81% veriam o anunciante com mais simpatia se o item fosse sustentável.

Quanto custa um guarda-chuva personalizado de qualidade?

Segundo a Florença, em artigo de abril de 2025, o investimento em um guarda-chuva personalizado de qualidade fica na faixa de R$ 50,00 por unidade. O preço final depende do modelo, do tamanho, da quantidade e da técnica de personalização escolhida para a marca.

Existe limite de valor para dar brindes a clientes?

Não existe um limite legal único para empresas privadas, mas muitas organizações definem o próprio teto. A política da Fundação Dorina Nowill, de dezembro de 2025, limita brindes a R$ 200,00 e a quatro concessões ou recebimentos por ano do mesmo parceiro.

Qual a diferença entre brinde e presente corporativo?

O brinde é institucional, leva a marca da empresa e é distribuído de forma generalizada, como define a norma TR 004 do Serpro. O presente é dirigido a uma pessoa específica e pode influenciar decisões, por isso costuma ter regras mais rígidas nas políticas de integridade.

Quais brindes parecem baratos para o consumidor?

Os brindes que parecem baratos são os de baixa durabilidade, design ruim ou irrelevantes para quem recebe. Segundo o infográfico Product Power 2026 da PPAI, esses três motivos foram citados por 62,0%, 54,7% e 42,5% dos consumidores, respectivamente.

A partir de qual valor um brinde parece premium?

Segundo a pesquisa Product Power 2026 da PPAI, 39,6% dos consumidores americanos dizem que o item começa a parecer premium na faixa de US$ 10 a US$ 25. Apenas 2,7% consideram premium um produto abaixo de US$ 5.

Copos e talheres plásticos ainda podem entrar em kits de evento?

Em São Paulo, a Lei Municipal nº 17.261/2020 proíbe fornecer copos, talheres, pratos e mexedores de plástico de uso único em estabelecimentos e eventos. A lei está em vigor desde 2021, aguarda regulamentação e é alvo de mandado de injunção apresentado em agosto de 2026.

Brindes de tecnologia valem a pena em 2027?

Valem quando são úteis e duráveis. Segundo a PPAI, 38% dos consumidores dizem que itens de tecnologia fazem a marca parecer moderna e relevante. O risco está em gadgets frágeis ou obsoletos, que caem no grupo de baixa durabilidade apontado como sinal de brinde barato.

Como medir o retorno de um brinde corporativo?

Meça o retorno de um brinde corporativo pelo tempo de uso e pelo número de contatos com a marca. O estudo da ASI calcula, por exemplo, 3.000 impressões ao longo da vida útil de uma caneta promocional. Registre também entregas, menções e reposições.

Com quanta antecedência devo comprar brindes para o fim do ano?

Compre brindes de fim de ano com antecedência suficiente para aprovar arte, produzir e entregar sem pressa. As datas comemorativas concentram alta demanda em pouco tempo, segundo a ABC da Comunicação, e a agilidade de entrega passou a decidir a escolha do fornecedor.

Brindes de marcas de varejo estão em alta?

Sim. Nos Estados Unidos, os produtos de marcas de varejo somaram US$ 6 bilhões em vendas de brindes em 2025 e cresceram 15,9% entre os grandes distribuidores, segundo a PPAI. O movimento mostra a troca de itens baratos por produtos com padrão de loja.

O consumidor gosta de receber brindes corporativos?

Sim. Segundo a pesquisa Product Power 2026 da PPAI, com mais de 5.000 respondentes, 90% dos consumidores dizem que receber um produto promocional melhora a percepção da marca, e 72% associam o item a emoções positivas como orgulho e gratidão.

Conclusão

Em 2027, o brinde que funciona é o que o cliente usa por anos: mais da metade dos consumidores guardaria um guarda-chuva de marca por pelo menos cinco anos, segundo a ASI. Menos itens, melhor material e compra planejada, com a CBS e as políticas de compliance na conta, formam a receita do ano. Para montar sua ação, fale com a equipe da Florença e peça uma proposta de guarda-chuvas personalizados para 2027.

Como citar este artigo

ABNT: FLORENÇA BRINDES. Tendências de brindes corporativos para 2027: o que sai de cena e o que ganha espaço. Florença Guarda-Chuvas, 20 set. 2026. Disponível em: https://florenca.ind.br/tendencias-brindes-corporativos-2027/. Acesso em: 20 set. 2026.

APA: Florença Brindes. (2026, 20 de setembro). Tendências de brindes corporativos para 2027: o que sai de cena e o que ganha espaço. Florença Guarda-Chuvas. https://florenca.ind.br/tendencias-brindes-corporativos-2027/

Referências

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SERPRO. Norma TR 004 v01: recebimento e oferecimento de hospitalidades, brindes e presentes. Serpro, 2018. Disponível em: https://www.transparencia.serpro.gov.br/etica-e-integridade/comissao-de-etica-do-serpro/legislacao/norma-tr-004-v-01-_-norma-de-brindes-e-presentes.pdf. Acesso em: 20 set. 2026.

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Sobre o autor Felipe Schievenin

Felipe Schievenin é especialista em guarda-chuva personalizado na Florença, empresa com mais de 30 anos de atuação e mais de 1 milhão de peças entregues a empresas de todo o Brasil. Atua na orientação de marcas na escolha de modelos, técnicas de personalização e prazos para brindes corporativos.

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