Brindes para redes de franquias: como a compra coletiva reduz o preço por unidade

Redes de franquias pagam menos por brindes quando as unidades compram juntas o mesmo produto. Na compra coletiva da Florença, cada franquia faz o seu pedido individual, mas o preço unitário é o do volume total da rede: quem pede 30 guarda-chuvas paga o valor por peça de um pedido de 1.000. A Florença também resolve a logística de entrega para cada unidade.

Pontos-chave

  • O franchising brasileiro faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, com 3.297 redes e 202.444 operações, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).
  • Na compra coletiva da Florença, cada franquia faz um pedido individual e paga o preço unitário correspondente à soma de todos os pedidos da rede.
  • O pedido mínimo da Florença é de 30 unidades, segundo a empresa, o que permite a entrada de franquias pequenas no projeto.
  • A Lei nº 13.966/2019 obriga a franqueadora a informar na Circular de Oferta de Franquia a relação completa de fornecedores indicados e aprovados (art. 2º, inciso XII).
  • Mais da metade dos consumidores manteria um guarda-chuva de marca por pelo menos cinco anos, segundo o 2026 Ad Impressions Study da ASI.
  • Três em cada quatro consumidores ficam mais propensos a fazer negócio com a empresa que entrega um brinde, segundo o mesmo estudo da ASI de 2026.
  • Para iniciar, a rede entra em contato com o setor comercial da Florença e informa que quer fazer uma compra coletiva.

O que é a compra coletiva de brindes para redes de franquias?

Compra coletiva de brindes para redes de franquias é o modelo em que várias unidades da mesma marca encomendam o mesmo produto personalizado, na mesma janela de tempo, e o fornecedor calcula o preço por peça com base na soma de todos os pedidos. Cada franquia continua responsável pelo próprio pedido. O que muda é a faixa de preço aplicada.

O preço de um brinde personalizado cai conforme a quantidade sobe, porque a preparação da arte, o ajuste da cor e a montagem da máquina são custos que se diluem em mais peças. Uma franquia isolada que compra 30 guarda-chuvas paga o valor unitário da faixa de 30 unidades. A mesma franquia, dentro de uma compra coletiva que soma 1.000 guarda-chuvas, paga o valor unitário da faixa de 1.000 unidades.

Na Florença, a condição para a compra coletiva é simples: o produto precisa ser o mesmo para todas as franquias participantes. Mesmo modelo, mesma cor e mesma personalização formam um único lote de produção, e é esse lote único que justifica o preço de volume. A entrega, por outro lado, é separada: cada unidade recebe a sua quantidade no seu endereço.

O exemplo numérico mostra o efeito. Uma rede com 34 franquias em que cada unidade pede 30 guarda-chuvas soma 1.020 peças (34 x 30 = 1.020). Nenhuma das 34 unidades teria acesso sozinha ao preço de 1.000 peças. Juntas, todas têm.

Qual é a diferença entre compra coletiva e compra centralizada pela franqueadora?

Na compra centralizada, a franqueadora faz um único pedido grande, paga, recebe a carga em um endereço e depois redistribui os brindes para as unidades. Na compra coletiva, cada franquia faz o seu próprio pedido e recebe direto do fabricante. A franqueadora não precisa adiantar o valor total nem montar uma operação de estoque e redistribuição.

As duas formas buscam o mesmo ganho de escala. Fabiana Estrela, diretora de capacitação da ABF, afirmou ao Portal do Franchising que, "quando esta contratação é centralizada, pode haver ganhos de escala e qualidade". A compra coletiva entrega esse ganho de escala sem tirar da franquia a decisão de quanto comprar.

Por que brindes importam para uma rede de franquias?

Brindes importam para uma rede de franquias porque cada unidade precisa ativar a marca no próprio bairro, e o brinde é a mídia que o cliente leva para casa. O franchising brasileiro tem escala para comprar bem: segundo a ABF, o setor encerrou 2025 com faturamento de R$ 301,7 bilhões, alta nominal de 10,5%, 3.297 redes e 202.444 operações em funcionamento.

A ABF projeta para 2026 crescimento de 8% a 10% no faturamento e de 1% a 3% no número de unidades. Tom Moreira Leite, presidente da ABF, resumiu o momento em declaração publicada pelo Propmark: "O franchising está mais preparado para um cenário que exige inovação, escala e colaboração". Compra coletiva é exatamente escala e colaboração aplicadas a um item do orçamento de marketing.

O retorno do brinde é medido há anos pelo Advertising Specialty Institute (ASI), entidade norte-americana do setor de produtos promocionais. Segundo Theresa Hegel, editora executiva da ASI, em artigo de abril de 2026 sobre o 2026 Ad Impressions Study, quase 80% dos consumidores dos Estados Unidos que recebem um brinde melhoram a visão sobre o anunciante, e três em cada quatro ficam mais propensos a fazer negócio com a empresa.

O guarda-chuva tem um papel específico nesse conjunto. De acordo com a análise do 2026 Ad Impressions Study publicada pela ASI em junho de 2026, mais da metade dos consumidores manteria um guarda-chuva de marca por pelo menos cinco anos, e 94% usariam o item ao menos uma vez por mês quando o clima pedisse. A edição de 2019 do estudo global da ASI registrou 1.100 impressões ao longo da vida útil de um guarda-chuva promocional. A Florença detalha essa conta no guia sobre quando o guarda-chuva personalizado vale a pena como brinde.

Indicador Número Fonte e ano
Faturamento do franchising brasileiro R$ 301,7 bilhões ABF, 2025
Redes de franquias em operação 3.297 ABF, 2025
Operações de franquia em funcionamento 202.444 ABF, 2025
Empregos diretos no franchising 1,762 milhão ABF, 2025
Consumidores mais propensos a fazer negócio após receber brinde 3 em cada 4 ASI, 2026
Consumidores que usariam o guarda-chuva de marca ao menos uma vez por mês 94% ASI, 2026
Impressões de um guarda-chuva promocional na vida útil 1.100 ASI, 2019

Fonte: ABF (dados de 2025, divulgados por Propmark e Mercado&Consumo em 2026) e ASI (Ad Impressions Study, edições de 2019 e 2026).

O que a Lei de Franquias diz sobre fornecedores, taxa de publicidade e compras da rede?

A Lei nº 13.966, de 26 de dezembro de 2019, conhecida como Lei de Franquias, não proíbe nem regula a compra coletiva de brindes. A Lei de Franquias define, porém, o que a franqueadora precisa informar na Circular de Oferta de Franquia (COF) sobre fornecedores e sobre a taxa de publicidade, e essas duas regras determinam quem decide a compra de brindes em cada rede.

COF (Circular de Oferta de Franquia) é o documento que a franqueadora entrega ao candidato a franqueado com as informações obrigatórias do negócio. Segundo o art. 2º, § 1º, da Lei nº 13.966/2019, a COF deve ser entregue "no mínimo, 10 (dez) dias antes da assinatura do contrato ou pré-contrato de franquia".

O ponto central para brindes está no art. 2º, inciso XII. O inciso exige "informações claras e detalhadas quanto à obrigação do franqueado de adquirir quaisquer bens, serviços ou insumos" apenas de fornecedores "indicados e aprovados pelo franqueador, incluindo relação completa desses fornecedores". Se a rede trata material promocional como item de fornecedor homologado, a franquia precisa comprar o brinde de quem está na lista.

Por isso a compra coletiva funciona melhor quando nasce na franqueadora. Alesandra Regina de Almeida, consultora do Sebrae/PR, defende em artigo de 2021 que "homologar parceiros deve ser papel da franqueadora e não do franqueado". A franqueadora aprova o fornecedor, o modelo e a arte uma única vez, e as unidades aderem.

A taxa de publicidade é a segunda regra relevante. O art. 2º, inciso IX, alínea c, manda a COF informar a "taxa de publicidade ou semelhante". Daniel Cerveira, sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados, explica em artigo de janeiro de 2025 no Central do Varejo que os contratos também costumam exigir que o franqueado destine parte do faturamento a ações locais, além da contribuição ao fundo. O brinde para o cliente da loja entra nesse orçamento local, e é nele que a compra coletiva gera economia.

Dispositivo da Lei nº 13.966/2019 O que exige Efeito na compra de brindes
Art. 2º, inciso IX, alínea c COF informa a taxa de publicidade ou semelhante Define o que o fundo da rede custeia e o que fica para a verba local
Art. 2º, inciso XII COF traz a relação completa de fornecedores indicados e aprovados A franquia confere se o fornecedor de brindes precisa de homologação
Art. 2º, inciso XX COF detalha a gestão e a fiscalização dos recursos de fundos existentes Compra paga pelo fundo exige prestação de contas à rede
Art. 2º, § 1º COF entregue no mínimo 10 dias antes do contrato O franqueado conhece as regras de compra antes de assinar

Fonte: Lei nº 13.966, de 26 de dezembro de 2019 (Planalto).

Como as franquias compram brindes hoje e onde o processo falha?

Hoje, a compra de brindes em redes de franquias acontece unidade por unidade. Cada franqueado pesquisa um fornecedor da própria cidade, pede orçamento para uma quantidade pequena, envia o logotipo que tem no computador e aprova a arte sozinho. O resultado é uma rede em que cada loja entrega um brinde diferente e todas pagam o preço mais alto da tabela.

Alesandra Regina de Almeida, do Sebrae/PR, descreve que fornecedores são escolhidos com base em preço, prazo de pagamento e entrega. A franquia isolada perde nos três critérios, porque negocia com o menor volume possível. Os gargalos do processo individual são conhecidos:

  • A franquia que compra sozinha paga o preço unitário da menor faixa de quantidade, mesmo pertencendo a uma rede com dezenas ou centenas de unidades.
  • A identidade visual se fragmenta, porque cada fornecedor local interpreta a cor e o logotipo da marca de um jeito, e o cliente percebe a diferença entre lojas.
  • A franqueadora perde o controle sobre a qualidade do brinde, que passa a variar de estrutura, tecido e acabamento conforme a cidade.
  • O franqueado gasta horas com cotação, arte e acompanhamento de entrega, tempo retirado da operação da loja.
  • A rede não tem um calendário comum, e as campanhas nacionais chegam ao ponto de venda com brindes em algumas unidades e sem brindes em outras.
  • A compra fora da lista de fornecedores aprovados expõe a unidade a descumprimento contratual, risco apontado pela advogada Julia Quiroga Cotarelli em artigo de outubro de 2025 no Central do Varejo.

A alternativa tradicional, a compra centralizada pela franqueadora, resolve preço e padrão, mas cria outros problemas. A franqueadora precisa adiantar o valor de todo o lote, estimar a demanda de cada unidade, receber a carga, armazenar, separar e despachar para cada endereço. Redes sem equipe de logística desistem do brinde por causa desse trabalho.

Como organizar uma compra coletiva de brindes passo a passo?

A compra coletiva de brindes para redes de franquias segue sete passos, da definição do produto à entrega em cada unidade. O setor comercial da Florença conduz o projeto junto com a pessoa indicada pela rede.

  1. Defina quem coordena a compra coletiva na rede. O coordenador costuma ser o marketing da franqueadora, o conselho de franqueados ou um grupo de franqueados de uma região. Essa pessoa centraliza a comunicação com o fornecedor e com as unidades.
  2. Escolha um único produto para todas as franquias. Selecione o modelo, a cor do tecido e o tipo de cabo que representam a marca. O preço de volume depende de o produto ser o mesmo em todos os pedidos.
  3. Aprove uma única arte. Envie o logotipo em vetor (AI, EPS, PDF ou SVG) e os códigos de cor da marca. A franqueadora valida a amostra virtual uma vez, e a aprovação vale para toda a rede.
  4. Entre em contato com o setor comercial da Florença e diga que quer fazer uma compra coletiva. O setor comercial explica as regras, monta a tabela de preço por volume total e organiza todo o projeto.
  5. Abra a adesão para as unidades com prazo de fechamento. Informe o produto, a faixa de preço prevista para o volume estimado e a data limite. Cada franquia define a própria quantidade, respeitando o pedido mínimo informado pelo setor comercial.
  6. Consolide os pedidos e confirme o preço final. A soma das quantidades de todas as unidades determina o preço unitário. Cada franquia faz o seu pedido individual, com os dados e o endereço de entrega da própria unidade.
  7. Acompanhe a produção e a entrega. O lote é personalizado de uma vez e despachado para cada unidade. A Florença cuida da logística de entrega, e a franquia só recebe a caixa.

O prazo começa a contar com a aprovação do layout, segundo a Florença, e varia conforme modelo, quantidade, personalização, época do ano e destino. O artigo sobre prazos de produção e entrega de guarda-chuvas personalizados explica as cinco etapas do pedido e mostra que o período de outubro a dezembro concentra demanda.

Como escolher entre compra individual, compra coletiva e compra centralizada?

A escolha entre compra individual, compra coletiva e compra centralizada depende de três perguntas: quem paga, quem recebe e quem decide a quantidade. A compra coletiva é a única das três em que a franquia paga o preço do volume da rede sem que a franqueadora adiante o valor do lote nem opere a redistribuição.

Julio Bertolucci, diretor de Franquias da Água Doce Sabores do Brasil, descreveu ao Portal do Franchising o efeito da negociação em rede: "temos escala no fornecimento e, com isso, as condições comerciais são melhores". A tabela compara como cada modelo entrega essa escala.

Critério Compra individual Compra coletiva Compra centralizada pela franqueadora
Quem faz o pedido Cada franquia, isolada Cada franquia, dentro do projeto da rede A franqueadora, em pedido único
Preço unitário aplicado Faixa da quantidade da unidade (exemplo: 30 peças) Faixa da soma da rede (exemplo: 1.000 peças) Faixa do lote total
Quem desembolsa A franquia A franquia, pelo que pediu A franqueadora, pelo lote inteiro
Padrão do brinde Varia entre unidades Único, aprovado uma vez Único, aprovado uma vez
Logística até a loja Fornecedor local Fabricante entrega em cada unidade Franqueadora recebe e redistribui
Risco de sobra de estoque Baixo Baixo, cada unidade pede o que usa Alto, depende da estimativa central

Fonte: elaboração própria com base no modelo de compra coletiva da Florença e em Portal do Franchising (2020).

A compra individual só faz sentido para uma ação exclusiva de uma unidade, como uma inauguração com arte própria. A compra centralizada serve a redes que já têm fundo, estoque e distribuição próprios. Para as demais redes, a compra coletiva combina o preço da centralizada com a autonomia da individual.

Quais erros encarecem ou travam a compra coletiva de brindes?

Os erros que encarecem ou travam a compra coletiva de brindes estão quase todos na coordenação da rede, e não na produção. Seis erros se repetem:

  • Permitir variações de produto entre unidades: quando cada franquia pede uma cor ou um modelo diferente, o lote deixa de ser único e o preço de volume não se aplica.
  • Abrir a adesão sem data de fechamento: sem prazo, os pedidos chegam espalhados, a soma nunca se consolida e as primeiras unidades esperam pelas últimas.
  • Ignorar a lista de fornecedores da COF: a franquia que compra de fornecedor não aprovado descumpre o contrato, e a consequência chega à rescisão, como alerta Julia Quiroga Cotarelli.
  • Enviar logotipo em baixa resolução: arquivo que não é vetor atrasa a aprovação da arte, e o prazo de produção só começa depois dela.
  • Deixar o projeto para a alta temporada: outono, inverno e o período de outubro a dezembro concentram a demanda por guarda-chuvas, segundo a Florença, e alongam o prazo.
  • Escolher o brinde só pelo menor preço: brinde frágil não dura, e a marca perde os anos de exposição que um guarda-chuva bem construído entrega.

O contraponto ao último erro está nos dados da ASI. Segundo Theresa Hegel, mais de dois terços dos consumidores dos Estados Unidos guardam um brinde porque o item é útil, e essa proporção é ainda maior para guarda-chuvas. A compra coletiva resolve o dilema entre preço e qualidade: a rede compra um produto melhor pelo valor que pagaria por um produto inferior em pequena quantidade.

Como a Florença organiza a compra coletiva para redes de franquias?

A Florença é fabricante gaúcha de guarda-chuvas, sombrinhas e guarda-sóis personalizados, com mais de 30 anos de atuação, mais de 5.000 clientes atendidos e 1.000.000 de guarda-chuvas entregues, segundo a empresa. O estoque fica no Brasil e a personalização é feita internamente em Guaporé, no Rio Grande do Sul.

Na compra coletiva da Florença, o setor comercial recebe o contato da rede, explica o funcionamento e organiza todo o projeto. Cada franquia faz a sua compra individual, o produto é o mesmo para todas, e o valor unitário cobrado é o do pedido total somado. A Florença resolve a logística de entrega em cada unidade, sem a franquia se preocupar com transporte.

A padronização é garantida pelo processo de produção. Segundo a Florença, 100% das unidades passam por conferência em quatro pontos antes da personalização, e a tinta é formulada para o código Pantone da marca. O texto como a Florença produz e personaliza guarda-chuvas internamente mostra cada etapa. Como o pedido mínimo é de 30 unidades, franquias de qualquer porte participam.

Perguntas frequentes sobre brindes para redes de franquias e compra coletiva

O que é compra coletiva de brindes?

Compra coletiva de brindes é a encomenda do mesmo produto personalizado por várias unidades de uma rede, com preço unitário calculado sobre a soma de todos os pedidos. Cada franquia faz o próprio pedido e paga o valor por peça do volume total da rede.

Quanto uma franquia economiza na compra coletiva?

A economia da compra coletiva equivale à diferença entre a faixa de preço da quantidade da unidade e a faixa de preço do volume total da rede. Uma franquia que pede 30 peças paga o valor unitário de 1.000 peças quando a rede soma esse volume. O setor comercial da Florença informa os valores.

Cada franquia precisa comprar a mesma quantidade?

Não. Na compra coletiva, cada franquia define a própria quantidade conforme o movimento da loja e a verba local. O que precisa ser igual é o produto: mesmo modelo, mesma cor e mesma personalização. A soma das quantidades determina o preço unitário de todos.

Qual é o pedido mínimo da Florença?

O pedido mínimo da Florença é de 30 unidades, segundo a empresa. Na compra coletiva, o setor comercial da Florença confirma a quantidade mínima por franquia ao organizar o projeto da rede, de acordo com o modelo de guarda-chuva e a personalização escolhidos.

Quem pode iniciar a compra coletiva: a franqueadora ou o franqueado?

Os dois. A franqueadora, o conselho de franqueados ou um grupo de franqueados entra em contato com o setor comercial da Florença. Quando a iniciativa parte de franqueados, a recomendação é validar o produto e a arte com a franqueadora antes de abrir a adesão.

A franqueadora precisa pagar o lote inteiro?

Não. Na compra coletiva, cada franquia faz a sua compra individual e paga pelo que pediu. A franqueadora não adianta o valor do lote e não precisa cobrar as unidades depois. Esse é o ponto que diferencia a compra coletiva da compra centralizada.

Como funciona a entrega para cada unidade?

A Florença resolve a logística de entrega da compra coletiva. O lote é personalizado de uma vez e despachado para o endereço de cada franquia participante. Segundo a Florença, a entrega é feita para todo o Brasil a partir de Guaporé, no Rio Grande do Sul, com nota fiscal e rastreio.

As franquias podem ter artes diferentes na compra coletiva?

Não no mesmo lote. O preço de volume da compra coletiva existe porque o produto é o mesmo para todas as franquias. Artes diferentes formam lotes diferentes, e cada lote tem a própria faixa de preço. Dúvidas sobre variações são resolvidas com o setor comercial da Florença.

A Lei de Franquias permite a compra coletiva?

Sim. A Lei nº 13.966/2019 não proíbe a compra coletiva. A Lei de Franquias exige que a Circular de Oferta de Franquia informe a relação completa de fornecedores indicados e aprovados (art. 2º, inciso XII), então a franquia confere o contrato antes de comprar.

O fundo de propaganda da rede pode pagar os brindes?

Depende do contrato de cada rede. Segundo o advogado Daniel Cerveira, a lei é omissa sobre quais despesas o fundo custeia, e a franqueadora presta contas aos franqueados. Na compra coletiva, o mais comum é cada franquia usar a própria verba de ações locais.

Quanto representa a taxa de publicidade em uma franquia?

Segundo Daniel Cerveira, sócio do Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados, a taxa de publicidade costuma representar 50% ou menos dos royalties. O exemplo citado pelo advogado é o de royalties de 5% do faturamento bruto com taxa de publicidade de 2,5% ou 1,5%.

Por que o guarda-chuva funciona como brinde de franquia?

O guarda-chuva funciona como brinde de franquia porque é útil e dura. Segundo o 2026 Ad Impressions Study da ASI, mais da metade dos consumidores manteria um guarda-chuva de marca por pelo menos cinco anos, e 94% usariam o item ao menos uma vez por mês.

Quantas impressões de marca um guarda-chuva gera?

Um guarda-chuva promocional gera 1.100 impressões ao longo da vida útil, segundo a edição de 2019 do Global Advertising Specialties Impressions Study da ASI. O mesmo estudo registrou 14 meses de uso em média e apontou que 45% dos consumidores possuem um guarda-chuva promocional.

Quanto tempo leva uma compra coletiva de guarda-chuvas?

O prazo da compra coletiva depende de modelo, quantidade, personalização, época do ano e destino, e é confirmado no orçamento, segundo a Florença. O prazo de produção começa com a aprovação do layout. A etapa mais longa do projeto é a adesão das unidades.

Qual é a melhor época para a rede fazer a compra coletiva?

A melhor época para a compra coletiva é fora da alta temporada. Segundo a Florença, outono, inverno e o período de outubro a dezembro concentram a demanda e alongam o prazo. Redes que planejam brindes de fim de ano fecham a adesão com antecedência.

Quantas franquias são necessárias para valer a pena?

Não existe número fixo. O ganho da compra coletiva vem do volume somado, e não da quantidade de lojas. Uma rede com 34 franquias que pedem 30 peças cada soma 1.020 guarda-chuvas. O setor comercial da Florença simula as faixas de preço para o tamanho da rede.

A compra coletiva serve para franquias de cidades diferentes?

Sim. A compra coletiva foi desenhada para redes espalhadas pelo país. A produção acontece em um único lote, e a Florença despacha a quantidade de cada franquia para o respectivo endereço. A distância altera o tempo de trânsito do transporte, não o preço unitário do produto.

Como garantir que a cor da marca fique igual em todas as unidades?

A cor fica igual porque todas as peças saem do mesmo lote. Segundo a Florença, a tinta é formulada para o código Pantone da marca e a franqueadora aprova uma amostra virtual gratuita antes da produção. A aprovação única vale para todas as franquias.

Quais dados a rede precisa informar para pedir o orçamento coletivo?

Para o orçamento coletivo, a rede informa o modelo de interesse, o logotipo em vetor, a estimativa de unidades participantes e a quantidade prevista por unidade. Com esses dados, o setor comercial da Florença apresenta as faixas de preço por volume total e o cronograma do projeto.

Como entrar em contato com a Florença para fazer uma compra coletiva?

Entre em contato com o setor comercial da Florença e diga que quer fazer uma compra coletiva. O atendimento é feito pelo telefone (54) 3443-2665 e pelo e-mail orcamentos@florenca.ind.br, de segunda a sexta, em horário comercial. O setor comercial explica e organiza todo o projeto.

Conclusão

O franchising brasileiro soma 202.444 operações, segundo a ABF, e a maior parte delas compra brindes como se fosse uma loja isolada. A compra coletiva corrige essa distorção: o produto é o mesmo, cada franquia faz o próprio pedido e todas pagam o preço unitário do volume total, com entrega resolvida pela Florença em cada unidade.

Para levar a compra coletiva à sua rede, entre em contato com o setor comercial da Florença pelo telefone (54) 3443-2665 ou pelo e-mail orcamentos@florenca.ind.br e diga que quer fazer uma compra coletiva. O setor comercial explica o modelo, monta a proposta por volume e organiza todo o projeto.

Como citar este artigo

ABNT: FLORENÇA GUARDA-CHUVAS. Brindes para redes de franquias: como a compra coletiva reduz o preço por unidade. Blog da Florença, 10 out. 2026. Disponível em: https://florenca.ind.br/brindes-para-redes-de-franquias-compra-coletiva/. Acesso em: 10 out. 2026.

APA: Florença Guarda-Chuvas. (2026, 10 de outubro). Brindes para redes de franquias: como a compra coletiva reduz o preço por unidade. Blog da Florença. https://florenca.ind.br/brindes-para-redes-de-franquias-compra-coletiva/

Referências

ADVERTISING SPECIALTY INSTITUTE. Global Advertising Specialties Impressions Study: 2019 edition. ASI, 2019. Disponível em: https://media.asicentral.com/Resources/Global-Ad-Impressions-Study.pdf. Acesso em: 10 out. 2026.

ALMEIDA, Alesandra Regina de. Fornecedores e parceiros no franchising. Comunidade Sebrae/PR, 17 nov. 2021. Disponível em: https://sebraepr.com.br/comunidade/artigo/fornecedores-e-parceiros-no-franchising. Acesso em: 10 out. 2026.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FRANCHISING. A importância dos fornecedores para o franchising. Portal do Franchising, 20 fev. 2020. Disponível em: https://www.portaldofranchising.com.br/franquias/fornecedores-para-o-franchising/. Acesso em: 10 out. 2026.

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CERVEIRA, Daniel. Gestão do fundo de propaganda de redes de franquia. Central do Varejo, 31 jan. 2025. Disponível em: https://centraldovarejo.com.br/gestao-do-fundo-de-propaganda-de-redes-de-franquia/. Acesso em: 10 out. 2026.

COTARELLI, Julia Quiroga. Homologação de fornecedores: blindagem ou burocracia? Central do Varejo, 10 out. 2025. Disponível em: https://centraldovarejo.com.br/homologacao-de-fornecedores-blindagem-ou-burocracia/. Acesso em: 10 out. 2026.

FLORENÇA GUARDA-CHUVAS. Guarda-chuva personalizado vale a pena como brinde? Florença, 2026. Disponível em: https://florenca.ind.br/guarda-chuva-personalizado-vale-a-pena-como-brinde/. Acesso em: 10 out. 2026.

FLORENÇA GUARDA-CHUVAS. Por dentro da Florença: como produzimos e personalizamos guarda-chuvas internamente. Florença, 2026. Disponível em: https://florenca.ind.br/por-dentro-da-florenca-producao-personalizacao-guarda-chuvas/. Acesso em: 10 out. 2026.

FLORENÇA GUARDA-CHUVAS. Quanto tempo leva a produção e a entrega de guarda-chuvas personalizados. Florença, 2026. Disponível em: https://florenca.ind.br/quanto-tempo-leva-a-producao-e-a-entrega-de-guarda-chuvas-personalizados/. Acesso em: 10 out. 2026.

HEGEL, Theresa. Five major insights from the 2026 ASI Ad Impressions Study. Printing Impressions, 9 abr. 2026. Disponível em: https://www.piworld.com/post/five-major-insights-from-the-2026-asi-ad-impressions-study/. Acesso em: 10 out. 2026.

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PROPMARK. Franchising supera R$ 300 bi em 2025 e cresce 10,5% no Brasil, aponta ABF. Propmark, 6 abr. 2026. Disponível em: https://propmark.com.br/mercado/franchising-supera-r-300-bi-em-2025-e-cresce-10-5-no-brasil-aponta-abf/. Acesso em: 10 out. 2026.

ROSENBERGER, Hannah. ASI's 2026 Ad Impressions Study: umbrellas. ASI Central, 25 jun. 2026. Disponível em: https://members.asicentral.com/news/strategy/june-2026/asi-s-2026-ad-impressions-study-umbrellas/. Acesso em: 10 out. 2026.

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Sobre o autor Felipe Schievenin

Felipe Schievenin é especialista em guarda-chuva personalizado na Florença, empresa com mais de 30 anos de atuação e mais de 1 milhão de peças entregues a empresas de todo o Brasil. Atua na orientação de marcas na escolha de modelos, técnicas de personalização e prazos para brindes corporativos.

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