O custo real do brinde barato: quando economizar sai caro

O brinde barato sai caro quando o custo por unidade parece baixo, mas o item é descartado em segundos e leva a reputação da marca junto. Segundo a PPAI Research (2025), mais de 60% dos consumidores rejeitam um brinde de imediato por material ou construção ruim, e 72% já compraram de uma marca por causa de um brinde recebido. O custo real se mede por impressão e percepção, não pelo preço unitário.

Pontos-chave

  • O mercado brasileiro de brindes corporativos faturou R$ 3,1 bilhões em 2024 e vendeu 194 milhões de unidades, segundo o relatório Setor Brindeiro no Brasil 2024, da LTP Personalização.
  • O tíquete médio do brinde personalizado no Brasil subiu de R$ 14 em 2022 para R$ 16,20 em 2024, sinal de que as empresas estão migrando para itens de maior valor percebido, segundo a LTP.
  • Na pesquisa PPAI 2019 Consumer Study, 72% dos consumidores associaram a qualidade do brinde recebido à reputação da empresa que o entregou.
  • Entre os motivos para não guardar um brinde, 48% dos entrevistados da PPAI citaram qualidade barata e 71% citaram falta de uso.
  • Um guarda-chuva promocional gera 1.760 impressões ao longo da vida útil e 54% dos consumidores o guardam por pelo menos dois anos, segundo o ASI Ad Impressions Study 2023.
  • A Lei 9.249/1995, art. 13, inciso VII, veda a dedução das despesas com brindes no lucro real e na base da CSLL, o que torna o desperdício com brinde descartado ainda mais caro.

O que é, na prática, um brinde barato?

Brinde barato é o item promocional escolhido pelo menor preço unitário, sem avaliar quanto tempo ele vai durar, quantas vezes vai ser visto e o que vai comunicar sobre a marca. O brinde barato não é, necessariamente, o brinde de baixo valor. Uma caneta de metal de boa qualidade pode ser barata e eficiente; uma caneta de plástico que falha na primeira semana é barata e cara ao mesmo tempo.

A diferença está no critério de compra. Quando o departamento de compras compara apenas o preço de 500 unidades, o brinde vira insumo. Quando o marketing compara o custo por impressão, o tempo de uso e o risco de rejeição, o brinde vira mídia. O artigo da Florença sobre o que profissionais de marketing precisam saber antes de escolher o próximo brinde corporativo descreve esse dilema: orçamento apertado e pressão por resultado levam muitos gestores a priorizar o menor preço sem medir o retorno.

O que conta como brinde para a Receita Federal?

Para a Receita Federal, brinde é a mercadoria que não constitui objeto normal da atividade da empresa, adquirida para distribuição gratuita ao consumidor ou ao usuário final, com o objetivo de promover a organização, em que a contemplação é instantânea. A definição está na Solução de Consulta Cosit nº 58, de 30 de dezembro de 2013, e diferencia o brinde da amostra grátis, que é parte do próprio produto em quantidade suficiente para mostrar sua natureza.

O que é custo por impressão (CPI) de um brinde?

Custo por impressão (CPI) é o valor pago pelo brinde dividido pelo número de vezes que a marca estampada nele é vista ao longo da vida útil do item. O CPI é a métrica que o Advertising Specialty Institute (ASI) usa desde a primeira edição do Ad Impressions Study para comparar brindes com outras mídias. Um brinde de R$ 3 descartado no mesmo dia tem CPI altíssimo, porque o denominador (impressões) tende a zero.

Quanto custa, de verdade, um brinde que vai para o lixo?

Um brinde descartado custa o preço pago, o frete, a personalização, o tempo da equipe e, principalmente, a impressão negativa que deixa sobre a marca. Segundo a PPAI Research, na pesquisa "The 5-Second Impact" publicada em outubro de 2025, um brinde tem cinco segundos para conquistar espaço na vida de alguém ou acabar no lixo. Mais de 60% dos entrevistados rejeitam um item de imediato por material ou construção ruim.

Os números do ASI mostram o outro lado da conta. De acordo com o 2026 ASI Global Advertising Impressions Study, divulgado em 8 de maio de 2026, os brindes entregam impressões a US$ 0,006 em média, e 78% dos consumidores guardam brindes porque os consideram úteis. Segundo Ashish Mittal, CEO da ASI, os brindes "não são um gasto para se sentir bem", e sim um dos canais de publicidade mais eficientes em custo.

A tabela abaixo reúne dados do ASI Ad Impressions Study 2023, baseado em quase 25.000 consumidores entrevistados no quarto trimestre de 2022. Ela mostra que itens úteis e duráveis acumulam milhares de impressões, enquanto itens de vida curta, como calendários, entregam poucas.

Brinde Impressões na vida útil Tempo que os consumidores guardam Mais propensos a comprar do anunciante
Camiseta 5.053 47% guardam por pelo menos 2 anos 37%
Garrafa ou copo (drinkware) 3.162 63% guardam por pelo menos 1 ano 30%
Caneta 2.436 52% guardam por pelo menos 1 ano 30%
Guarda-chuva 1.760 54% guardam por pelo menos 2 anos 36%
Power bank 870 51% guardam por pelo menos 2 anos 40%
Pen drive 851 44% guardam por pelo menos 1 ano 31%
Calendário 673 62% guardam por pelo menos 1 ano 25%

Fonte: ASI, Ad Impressions Study 2023 (dados do 4º trimestre de 2022, Estados Unidos).

Como calcular o custo por impressão de um brinde?

O cálculo do custo por impressão divide o preço do brinde pelas impressões estimadas. Um exemplo com números reais: a Florença indica que um guarda-chuva personalizado de qualidade exige investimento na faixa de R$ 50,00 por unidade. Usando as 1.760 impressões que o ASI atribui a um guarda-chuva, a conta fica R$ 50,00 ÷ 1.760 = R$ 0,028 por impressão. O mesmo raciocínio mostra por que um brinde de R$ 3 jogado fora no primeiro dia pode ter um CPI maior que o de um item de R$ 50 usado por anos.

O que a lei e o fisco dizem sobre gastos com brindes?

A legislação brasileira trata as despesas com brindes como indedutíveis para empresas do lucro real. O art. 13 da Lei 9.249/1995 lista as despesas que não podem ser deduzidas na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL, e o inciso VII é direto: "VII - das despesas com brindes." Na prática, o gasto com brinde sai do caixa sem reduzir o imposto, o que eleva o custo efetivo de cada unidade desperdiçada.

A Solução de Consulta Cosit nº 58/2013 reforçou esse entendimento e definiu o conceito de brinde para fins fiscais. Já o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) abriu uma distinção importante: a 1ª Turma da Câmara Superior entendeu, por unanimidade, no processo 10872.000392/2010-81, que material promocional distribuído para fomentar vendas não é brinde e, por isso, é dedutível do IRPJ e da CSLL.

Aspecto Regra ou entendimento Fonte Efeito para quem compra brinde
Dedutibilidade Despesas com brindes não são dedutíveis no lucro real nem na base da CSLL Lei 9.249/1995, art. 13, VII O custo do brinde não reduz o imposto; desperdício pesa integralmente no resultado
Conceito de brinde Mercadoria fora da atividade normal, distribuída de graça ao consumidor final, com contemplação instantânea Solução de Consulta Cosit nº 58/2013 Classificar corretamente o item evita autuação
Brinde x amostra Amostra é parte do produto em quantidade para mostrar sua natureza; brinde não Solução de Consulta Cosit nº 58/2013 Amostra e brinde têm tratamento distinto
Material promocional de vendas Material para fomentar vendas foi considerado dedutível CARF, Câmara Superior, processo 10872.000392/2010-81 Vale discutir com o contador a natureza de cada ação

Fonte: elaboração própria com base na Lei 9.249/1995, na Solução de Consulta Cosit nº 58/2013 e em decisão do CARF.

A consequência para o gestor é simples: como o brinde não gera benefício fiscal no lucro real, a única forma de ele se pagar é pelo retorno de marca e de vendas. Um brinde que vai para o lixo é gasto sem retorno de marketing e sem retorno tributário. Este artigo não substitui a orientação de um contador sobre o enquadramento de cada campanha.

Como as empresas costumam escolher brindes e onde esse processo falha?

O processo mais comum de compra de brindes começa com uma cotação por preço unitário, segue para a escolha do fornecedor mais barato e termina com a distribuição em evento ou no fim do ano. O relatório Setor Brindeiro no Brasil 2024, da LTP Personalização, mostra o peso desse modelo: as miudezas (canetas, chaveiros, bolinhas antiestresse) ainda lideram, com 17% da receita de personalização.

A própria LTP registra a mudança. Segundo Carla Olinda, sócia diretora da LTP, os brindes de baixo valor continuam em grande produção, mas perdem participação para itens mais caros, usados para impressionar clientes e aumentar a percepção de valor das marcas. Garrafas e copos térmicos já respondem por 16% da receita, logo atrás das miudezas.

Os gargalos mais frequentes do processo de compra por menor preço são:

  • A cotação compara preço de 500 ou 1.000 unidades e ignora o custo por impressão, que é a métrica usada pelo ASI para medir a eficiência de um brinde.
  • O briefing não define quem vai receber o brinde, e o mesmo item genérico é entregue a um diretor de conta e a um visitante de feira.
  • A escolha não testa amostra física, embora a PPAI tenha registrado que quase 70% dos consumidores julgam o brinde pelo material e pelo acabamento.
  • O fornecedor não garante inspeção de qualidade, e defeitos de gravação ou costura chegam ao cliente final com o logotipo da empresa.
  • A compra acontece em cima da data, o que elimina a chance de trocar de item quando a amostra decepciona.
  • Ninguém mede o resultado depois da entrega, então o erro se repete na campanha seguinte.

Somados, esses gargalos transformam um investimento de marketing em uma despesa que o fisco não deduz e que o cliente não guarda.

Como escolher um brinde que não sai caro, passo a passo?

Escolher um brinde que não sai caro exige trocar a pergunta "quanto custa cada unidade?" por "quanto custa cada impressão positiva da minha marca?. O roteiro abaixo organiza essa troca em oito etapas, do objetivo à medição.

  1. Defina o objetivo da ação antes do produto. Um brinde para fidelizar clientes de alto valor pede um item diferente de um brinde para gerar volume em feira. Escreva em uma frase o que a marca quer que o destinatário sinta ou faça depois de receber o item.
  2. Descreva o destinatário com precisão. Cargo, rotina, cidade e clima mudam a utilidade de um item. Um guarda-chuva faz sentido para quem se desloca a pé ou de transporte público em cidades chuvosas; um power bank serve a quem passa o dia em reuniões externas.
  3. Priorize utilidade real no dia a dia. Segundo a PPAI Research, 57% dos consumidores guardaram o último brinde porque ele é útil na rotina. Se o item não resolve um problema do destinatário, ele entra na estatística dos 71% que descartam brindes por falta de uso, registrada pela PPAI em 2019.
  4. Calcule o custo por impressão, não o preço unitário. Divida o preço pelo número de impressões estimado para a categoria no ASI Ad Impressions Study. Compare as opções pelo CPI e pelo tempo de uso, e não apenas pelo valor total do pedido.
  5. Peça amostra física e avalie toque, peso e acabamento. A PPAI registrou que quase 70% dos consumidores dizem que materiais e acabamentos de qualidade fazem o brinde parecer premium. Teste a amostra como o cliente vai usar: abra, feche, lave, carregue.
  6. Cuide do design e da gravação. Quase 90% dos entrevistados da PPAI disseram que o design pesa na decisão de guardar um brinde, e 44% preferem marca discreta a logotipos grandes. Um logotipo legível, bem posicionado e com cores fiéis vale mais que uma estampa que ocupa todo o produto.
  7. Exija controle de qualidade e prazo por escrito. O fornecedor deve informar como inspeciona as peças antes do envio e em quanto tempo entrega. Brinde com defeito ou atrasado para a data da campanha anula todo o planejamento anterior.
  8. Meça o resultado depois da entrega. Pergunte a uma amostra de clientes se lembram do brinde, acompanhe menções nas redes e compare vendas ou reuniões geradas. A PPAI registrou que 76% dos consumidores pesquisaram a marca de um brinde recebido, então o tráfego de marca é um bom indicador.

Brinde barato, intermediário ou premium: qual vale mais a pena?

O brinde que vale mais a pena é o que entrega o menor custo por impressão positiva para o público certo, e isso raramente coincide com o menor preço unitário. A comparação abaixo cruza os critérios que as pesquisas do ASI e da PPAI apontam como decisivos: utilidade, durabilidade, percepção de qualidade e risco de descarte.

Um item premium não é automaticamente a melhor escolha. Para distribuição em massa em evento aberto, um brinde intermediário útil pode ter o melhor retorno. Para clientes estratégicos, o item durável e bem acabado costuma ser o único que comunica cuidado.

Critério Brinde barato genérico Brinde intermediário útil Brinde premium durável
Exemplos Chaveiro, caneta plástica simples, bolinha antiestresse Caneta de metal, copo térmico, camiseta de boa malha Guarda-chuva com estrutura reforçada, mochila, garrafa térmica de marca
Risco de descarte imediato Alto: 48% descartam brinde por qualidade barata (PPAI, 2019) Médio: depende de utilidade para o destinatário Baixo, quando o item é útil e bem acabado
Tempo de uso típico Dias ou semanas Um a dois anos Dois anos ou mais para itens como guarda-chuva e vestuário (ASI, 2023)
Efeito na reputação Pode associar a marca a descuido Neutro a positivo Associa a marca a cuidado e qualidade
Melhor uso Grandes volumes com público pouco qualificado Feiras, eventos e campanhas de relacionamento amplo Clientes estratégicos, fim de ano, datas de relacionamento

Fonte: elaboração própria com base em ASI Ad Impressions Study 2023 e PPAI Consumer Study 2019.

A leitura da tabela mostra que o erro não está em comprar brindes de baixo custo, e sim em usá-los para o público errado. Um diretor de compras que recebe uma caneta que falha associa a falha ao fornecedor, não ao fabricante da caneta.

Quais são os 8 erros que fazem o brinde barato custar caro?

Os erros que fazem o brinde barato custar caro se repetem em empresas de todos os portes. A lista a seguir reúne os oito mais comuns, cada um com a consequência que ele gera para a marca.

  • Comprar pelo menor preço unitário: a empresa economiza no pedido e perde no resultado, porque um item descartado tem custo por impressão que tende ao infinito.
  • Escolher material frágil: mais de 60% dos consumidores rejeitam um brinde de imediato por material ou construção ruim, segundo a PPAI Research (2025), e a rejeição recai sobre a marca estampada.
  • Entregar um item que o destinatário já tem de sobra: 37% dos entrevistados da PPAI descartam brindes que já possuem em excesso, o que torna miudezas genéricas o alvo mais provável do lixo.
  • Apostar em design genérico: 38% dos consumidores rejeitam brindes com design sem graça ou genérico, segundo a PPAI, e o investimento em gravação se perde junto.
  • Ignorar a sustentabilidade: 12% dos entrevistados da PPAI em 2019 disseram não guardar um brinde por ser ruim para o meio ambiente, e itens descartáveis reforçam essa percepção.
  • Tratar brinde como despesa dedutível sem checar a regra: pela Lei 9.249/1995, art. 13, VII, a despesa com brindes não reduz o lucro real, e o planejamento financeiro fica errado.
  • Pular a amostra física: a empresa só descobre defeitos de gravação, cor ou costura quando o cliente final já recebeu o item com o logotipo.
  • Não medir o retorno: sem acompanhar lembrança de marca e vendas, a empresa repete o mesmo erro na campanha seguinte e perde a chance de provar o valor do canal.

O estudo acadêmico de Darke e Chung, publicado no Journal of Retailing em 2005, ajuda a explicar por que esses erros pesam tanto. Os autores mostraram que inferências negativas de qualidade reduzem o valor percebido de uma oferta, sobretudo quando não há garantia de qualidade, enquanto ofertas apresentadas como presente preservaram a percepção de qualidade.

Como a Florença ajuda a evitar o custo oculto do brinde barato?

A Florença Brindes é uma indústria gaúcha de Guaporé (RS) especializada em guarda-chuvas, sombrinhas e guarda-sóis personalizados, com mais de 30 anos de experiência no mercado de brindes. Segundo a empresa, são mais de 3.000 clientes atendidos e 700.000 guarda-chuvas entregues em todo o Brasil. A página sobre a história e o processo de qualidade da Florença informa que cada peça é inspecionada e testada individualmente antes da entrega.

O guarda-chuva personalizado é o caso de uso que a Florença defende como brinde de alto retorno: é útil, durável, tem grande área para a marca e fica anos com o usuário. A linha vai de opções para quem quer investir menos, como o modelo FL015 (poliéster 170T, proteção UV, abertura automática e 1,00 m de diâmetro, escolhido pela Joalheria Calera), a modelos como o FL016, com estrutura em madeira, que a Florença aponta como o mais vendido para brinde e que a Colcci usou em campanha de Black Friday.

Nos depoimentos publicados no site, clientes destacam a qualidade do material, a embalagem, a gravação nítida da logo e a entrega dentro do prazo combinado. O conteúdo da Florença sobre como usar brindes personalizados para fidelizar clientes aprofunda essa estratégia de relacionamento.

Perguntas frequentes sobre o custo do brinde barato

Brinde barato é sempre um mau negócio?

Não. O brinde barato só é mau negócio quando é frágil, inútil ou entregue ao público errado. Uma caneta de metal de US$ 1 tem custo por impressão menor que 1/10 de centavo de dólar, segundo o ASI (2023). O problema é o item descartado, não o preço baixo.

Quanto tempo um brinde tem para causar boa impressão?

Cinco segundos. Segundo a pesquisa "The 5-Second Impact", da PPAI Research (2025), esse é o tempo que um brinde tem para conquistar espaço na vida do destinatário ou acabar no lixo. Material, toque e design decidem o destino do item nesse intervalo.

Qual a porcentagem de pessoas que descartam brinde por má qualidade?

No PPAI 2019 Consumer Study, 48% dos entrevistados citaram qualidade barata como motivo para não guardar um brinde. Na pesquisa PPAI de 2025, mais de 60% disseram rejeitar de imediato itens com material ou construção ruim. A qualidade é o segundo maior motivo de descarte.

O brinde de má qualidade prejudica a reputação da empresa?

Sim. Segundo o PPAI 2019 Consumer Study, 72% dos consumidores associam a qualidade do brinde recebido à reputação da empresa que o entregou. Um brinde que quebra ou desbota transfere a falha para a marca estampada, não para o fabricante do produto.

Brinde gera vendas de verdade?

Sim, segundo as pesquisas do setor. A PPAI Research (2025) registrou que 72% dos consumidores já compraram de uma marca por causa de um brinde recebido e que 76% pesquisaram a marca depois de receber o item. O ASI (2026) aponta que 76% ficam mais propensos a negociar com quem oferece brindes.

Quanto movimenta o mercado de brindes no Brasil?

O mercado brasileiro de brindes corporativos faturou R$ 3,1 bilhões em 2024, considerando apenas o mercado formal, segundo o relatório Setor Brindeiro no Brasil 2024, da LTP Personalização. O setor vendeu 194 milhões de unidades naquele ano, com tíquete médio de R$ 16,20.

Qual é o brinde mais vendido no Brasil?

Pelo relatório da LTP, as miudezas (canetas, chaveiros e bolinhas antiestresse) lideram com 17% da receita de personalização em 2024. Garrafas e copos térmicos vêm logo atrás, com 16%, seguidos de ecobags e mochilas e de cadernos e agendas, com 15% cada.

Despesa com brinde pode ser deduzida do imposto de renda?

Não, para empresas do lucro real. A Lei 9.249/1995, art. 13, inciso VII, veda a dedução das despesas com brindes no lucro real e na base da CSLL. O CARF, porém, já considerou dedutível o material promocional destinado a fomentar vendas. Consulte o contador da empresa.

Qual a diferença entre brinde e amostra grátis?

Amostra grátis é parte do próprio produto da empresa, em quantidade suficiente para mostrar sua natureza e qualidade. Brinde é mercadoria que não faz parte da atividade normal da empresa, distribuída de graça para promovê-la. A distinção está na Solução de Consulta Cosit nº 58/2013.

O que é custo por impressão de um brinde?

Custo por impressão é o preço do brinde dividido pelo número de vezes que a marca é vista durante a vida útil do item. O ASI calcula a média geral em US$ 0,006 por impressão no estudo de 2026. Quanto mais o item dura e circula, menor o custo.

Quantas impressões gera um guarda-chuva personalizado?

Um guarda-chuva promocional gera 1.760 impressões ao longo da vida útil, segundo o ASI Ad Impressions Study 2023. O mesmo estudo mostra que 54% dos consumidores guardam o guarda-chuva por pelo menos dois anos e 36% ficam mais propensos a comprar do anunciante.

Por que o guarda-chuva é considerado um brinde de alto valor percebido?

O guarda-chuva é considerado brinde de alto valor percebido porque combina utilidade real, uso em público e grande área para a marca. Cada vez que o usuário o abre na rua, a marca é vista por terceiros. O ASI classifica guarda-chuvas entre os itens que ficam mais tempo com os consumidores.

Quanto custa um guarda-chuva personalizado de qualidade?

A Florença indica que o investimento em um guarda-chuva personalizado de qualidade fica na faixa de R$ 50,00 por unidade, conforme artigo publicado no blog da empresa. O valor final varia com modelo, quantidade, número de cores da gravação e prazo de entrega.

O que os consumidores mais valorizam em um brinde?

Os consumidores valorizam primeiro a utilidade. Segundo a PPAI Research (2025), 57% guardaram o último brinde por ser útil no dia a dia e 42% porque tinha boa aparência e qualidade. Quase 70% dizem que materiais e acabamentos de qualidade fazem o item parecer premium.

O logotipo grande no brinde ajuda a marca a ser lembrada?

Não necessariamente. A PPAI Research (2025) registrou que 44% dos consumidores preferem marca discreta a logotipos grandes, mas 57% lembraram a marca porque o logotipo estava claro e visível. O ideal é um logotipo legível, bem posicionado e proporcional ao produto.

Personalizar o brinde com o nome do cliente faz diferença?

Sim. Segundo a PPAI Research (2025), 48% dos consumidores dizem que um item personalizado com nome, iniciais ou cargo é mais memorável, e 48% afirmam que uma mensagem curta e pessoal torna o brinde mais significativo. A personalização aumenta a conexão emocional com a marca.

Sustentabilidade influencia a decisão de guardar um brinde?

Sim. No PPAI 2019 Consumer Study, 12% dos entrevistados disseram não guardar um brinde por ser ruim para o meio ambiente. O ASI (2026) registrou aumento no percentual de consumidores com visão mais favorável de anunciantes que oferecem brindes sustentáveis ou socialmente responsáveis.

Qual a melhor época para distribuir brindes corporativos?

A melhor época para distribuir brindes corporativos é aquela em que o item será usado logo. Guarda-chuvas funcionam melhor antes da estação chuvosa da região do destinatário, e itens de fim de ano funcionam melhor quando chegam antes das férias. Datas comerciais, como a Black Friday, também concentram campanhas.

Como medir o retorno de uma ação com brindes?

Para medir o retorno de uma ação com brindes, compare indicadores antes e depois: buscas pela marca, visitas ao site, reuniões agendadas e vendas dos clientes que receberam o item. A PPAI (2025) registrou que 76% dos consumidores pesquisaram a marca do brinde recebido, então o tráfego de marca é um bom sinal.

Vale a pena dar brinde premium para todos os clientes?

Nem sempre. O brinde premium rende mais com clientes estratégicos e parceiros de longo prazo, que valorizam cuidado e qualidade. Para distribuição em massa, um item intermediário útil e bem acabado costuma oferecer melhor equilíbrio entre custo por unidade, custo por impressão e risco de descarte.

Conclusão

O custo real do brinde barato aparece quando o item vai para o lixo: 48% dos consumidores descartam brindes por qualidade barata, 72% ligam essa qualidade à reputação da empresa e a lei ainda impede deduzir esse gasto no lucro real. Economizar no preço unitário só compensa quando o brinde continua útil, bonito e visível por anos. Para escolher um guarda-chuva personalizado que trabalhe pela sua marca a cada dia de chuva, fale com a equipe da Florença e solicite um orçamento sem compromisso.

Como citar este artigo

ABNT: FLORENÇA BRINDES. O custo real do brinde barato: quando economizar sai caro para a marca. Blog Florença Guarda-Chuvas, 20 set. 2026. Disponível em: https://florenca.ind.br/custo-real-do-brinde-barato/. Acesso em: 20 set. 2026.

APA: Florença Brindes. (2026, 20 de setembro). O custo real do brinde barato: quando economizar sai caro para a marca. Blog Florença Guarda-Chuvas. https://florenca.ind.br/custo-real-do-brinde-barato/

Referências

ADVERTISING SPECIALTY INSTITUTE. 2020 ASI Global Ad Impressions Study proves promo's value, effectiveness and affordability. ASI Central, 2020. Disponível em: https://asicentral.com/press-releases/2020-asi-global-ad-impressions-study-proves-promo-s-value-effectiveness-and-affordability/. Acesso em: 20 set. 2026.

ADVERTISING SPECIALTY INSTITUTE. ASI Research: promotional products deliver impressions at a fraction of a cent, outrank all other ad channels. PR Newswire, 8 maio 2026. Disponível em: https://www.prnewswire.com/news-releases/asi-research-promotional-products-deliver-impressions-at-a-fraction-of-a-cent-outrank-all-other-ad-channels-302767274.html. Acesso em: 20 set. 2026.

BRASIL. Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, art. 13. Brasília, 1995. Disponível em: https://www.legjur.com/legislacao/art/lei_00092491995-13. Acesso em: 20 set. 2026.

BRASIL. Receita Federal. Solução de Consulta Cosit nº 58, de 30 de dezembro de 2013. Disponível em: https://okai.com.br/documento/2013-12-30/solucao-de-consulta-cosit-nº-58-de-30-de-dezembro-de-2013. Acesso em: 20 set. 2026.

BROOKSHIRE, Hanna. PPAI Research: the 5-second impact. PPAI, 3 out. 2025. Disponível em: https://www.ppai.org/media-hub/ppai-research-the-5-second-impact/. Acesso em: 20 set. 2026.

DARKE, Peter R.; CHUNG, Cindy M. Y. Effects of pricing and promotion on consumer perceptions: it depends on how you frame it. Journal of Retailing, 2005. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0022435905000047. Acesso em: 20 set. 2026.

FLORENÇA BRINDES. Brindes corporativos: o que profissionais de marketing precisam saber antes de escolher o próximo brinde. 2025. Disponível em: https://florenca.ind.br/brindes-corporativos-o-que-profissionais-de-marketing-precisam-saber-antes-de-escolher-o-proximo-brinde/. Acesso em: 20 set. 2026.

FLORENÇA BRINDES. Guarda-chuva personalizado FL015. Disponível em: https://florenca.ind.br/produto/fl015/. Acesso em: 20 set. 2026.

FLORENÇA BRINDES. Guarda-chuva personalizado FL016. Disponível em: https://florenca.ind.br/produto/guarda-chuva-personalizado-fl007/. Acesso em: 20 set. 2026.

IBET. CARF: despesas com itens promocionais são dedutíveis do IRPJ e CSLL. Disponível em: https://www.ibet.com.br/carf-despesas-com-itens-promocionais-sao-dedutiveis-do-irpj-e-csll-e-a-primeira-vez-que-o-tema-e-julgado-com-nova-composicao-antes-o-entendimento-era-contrario-ao-contribuinte/. Acesso em: 20 set. 2026.

LTP PERSONALIZAÇÃO. Relatório mapeia setor de brindes no Brasil. 30 jan. 2025. Disponível em: https://www.ltp1.com.br/setor-brindes-no-brasil/. Acesso em: 20 set. 2026.

MITTICA, C. J.; KUCSMA, Nate. ASI's 2023 Ad Impressions Study: the impact of promo's top products. ASI Central, 27 abr. 2023. Disponível em: https://members.asicentral.com/news/web-exclusive/april-2023/2023-asi-ad-impressions-study-powerful-stats-on-promo-s-top-products/. Acesso em: 20 set. 2026.

PPAI. Almost everyone wants promotional products, PPAI survey finds. PPAI, 2019. Disponível em: https://www.ppai.org/media-hub/almost-everyone-wants-promotional-products-ppai-survey-finds/. Acesso em: 20 set. 2026.

PPAI. PPB August 2019: the reasons promotional products fail. PPAI, ago. 2019. Disponível em: https://flipbook.ppai.org/2019-08-01/42/. Acesso em: 20 set. 2026.

Peça a uma IA um resumo sobre a Florença

Sobre o autor Felipe Schievenin

Felipe Schievenin é especialista em guarda-chuva personalizado na Florença, empresa com mais de 30 anos de atuação e mais de 1 milhão de peças entregues a empresas de todo o Brasil. Atua na orientação de marcas na escolha de modelos, técnicas de personalização e prazos para brindes corporativos.

Conheça nossos produtos

Ver opções Este produto tem várias variantes. As opções podem ser escolhidas na página do produto
Azul Marinho
Preto
Ver opções Este produto tem várias variantes. As opções podem ser escolhidas na página do produto
Amarelo
Azul Marinho
Azul Royal
Bordô
Branco
Bronze
Cinza
Laranja
Preto
Rosa
Roxo
Verde
Verde Musgo
Vermelho
Azul Claro
Marrom Escuro
Turquesa
Ver opções Este produto tem várias variantes. As opções podem ser escolhidas na página do produto
Azul Marinho
Azul Royal
Bordô
Cinza
Preto
Marrom Escuro
Ver opções Este produto tem várias variantes. As opções podem ser escolhidas na página do produto
Azul Marinho
Preto
Ver opções Este produto tem várias variantes. As opções podem ser escolhidas na página do produto
Azul Marinho
Preto
Rosa
Verde Musgo